Penélope Cruz e Ben Kingsley apresentam 'Elegy' em Berlim

Filme dirigido por Isabel Coixet faz uma reflexão sobre o amor que surge do medo de envelhecer

Efe,

08 Fevereiro 2010 | 16h41

A espanhola Penélope Cruz e o britânico Ben Kingsley passaram neste domingo, 10, pelo tapete vermelho do Festival de Berlim. Os atores marcaram presença na exibição do filme Elegy, uma reflexão sobre o amor que surge do medo de envelhecer.   Para a diretora do filme, Isabel Coixet, Elegy traduz de maneira "inteligente e sutil" a agonia que permeia o romance de Philip Roth, The Dying Animal, no qual é baseado o roteiro do filme.   "Tive o melhor par possível para perder o medo de que algo pudesse sair errado", disse Penélope se referindo ao ator Ben Kingsley, com o qual contracena no filme. "Ele é um monstro", resumiu a atriz.   O filme narra a história de um professor universitário e crítico de literatura, interpretado por Bem Kingsley, que se envolve com uma de suas alunas, papel de Penélope Cruz, e se vê no meio de uma intriga sexual.   Presença brasileira   O Brasil marcou no sábado, 9, sua primeira presença no Festival de Berlim com a exibição de Mutum, uma homenagem à inocência da infância, da produtora carioca Sandra Kogut, que estreou na seção Generation. Além do filme baseado no romance de João Guimarães Rosa, também foi exibido o curta Dreznica, de Anna Azevedo, uma espécie de viagem onírica pela memória, exibida fora de concurso.   Segundo Sandra Kogut, Mutum fala sobre a exclusão das crianças em relação ao mundo dos adultos "que não lhes explica o que está acontecendo, embora eles possam perceber". O pequeno Thiago da Silva Mariz, de dez anos, se destacou como protagonista do filme.   Ao longo do filme, a câmara passeia na expressão e na ternura dos olhos de Thiago, que não falou mais do que quatro palavras após a projeção do filme, e deu alguns autógrafos diante da insistência dos admiradores mais jovens.   Já a brasileira Anna Azevedo apresentou Dreznica, um curta de 16 minutos, filmado em Super 8, que pretende descobrir como sonhamos. Acompanham os oníricos planos do vídeo, os testemunhos de cinco cegas que descrevem suas lembranças como imagens "observadas através da bruma".   "Dreznica é o nome de uma pequena cidade na Eslovênia, embora eu tenha dado outro significado: o do lugar imaginário onde se pode ver embora não se veja na realidade", acrescentou Anna Azevedo.   O País fechará sua participação no Festival de Berlim na segunda-feira, 11, com Tropa de Elite de José Padilha, que concorre pelo Urso de Ouro e o musical Maré, nossa história de amor, de Lucia Murat, que se apresenta na seção Panorama.

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