'Pecados Inocentes' traz história real com temas tabus

Filme com Julianne Moore tem o ponto de partida numa história que envolveu incesto e acabou em assassinato

Neusa Barbosa, da Reuters,

08 de abril de 2024 | 11h08

O cineasta Tom Kalin tem oito filmes no currículo e uma atração por histórias reais, sombrias e ambientadas na classe alta, como seu trabalho mais recente, Pecados Inocentes, que estréia em São Paulo nesta sexta-feira, 25.    Veja também: Trailer de 'Pecados Inocentes'  Trailer de Fôlego Trailer de Três Vezes Amor Foi assim também em seu filme de estréia, Swoon - Colapso do Desejo (1992), em que retratava a obsessão de dois rapazes ricos de Chicago, Richard Loeb e Nathan Leopold Jr., que mataram uma criança nos anos 1920. Em Pecados Inocentes, o ponto de partida está numa história real que envolveu incesto e acabou num assassinato, em Londres, em 1972. Bisneto do inventor da baquelita (um tipo de plástico), que enriqueceu a família, Tony Baekland (Eddie Redmayne) é filho de um casal desequilibrado. Sua mãe, Barbara (Julianne Moore), veio da classe média. Tentando apagar os sinais dessa origem, torna-se a rainha das festas da alta sociedade. Nascido na riqueza, seu marido, Brooks (Stephen Dillane), não demonstra mais do que tédio pela vida. Conhecendo a ansiedade de Barbara para ser aceita nas altas rodas, não perde uma chance de humilhá-la. É um relacionamento baseado mais em ódio do que em amor. Certamente, Barbara não quer perder a vida confortável que conquistou. Por isso, é com desespero que assiste ao envolvimento do marido com uma jovem espanhola (Elena Anaya), que antes fora namorada do filho. O divórcio do casal Baekland aumenta a insegurança de Barbara e aprofunda sua ligação com o filho que, desde a infância, era muito íntima. Essa intimidade vai crescendo até tornar-se física, evoluindo para uma obsessão que terminará em tragédia. Apesar do tema pesado, o roteiro de Howard Rodman, baseado em livro de Natalie Robins sobre o clã Baekland, permite revelar traços humanos destas pessoas profundamente perturbadas. Se isso não é o bastante para torná-las simpáticas, pelo menos abre caminho para que tenha sobre elas alguma compreensão.

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