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Paulo Gustavo faz história e ‘Minha Mãe É Uma Peça 2’ terá a maior estreia do Brasil

Filme estreia no dia 22 com a impressionante marca de mil salas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 03h02

RIO - Paulo Gustavo tem a maior cara de pau. “Por quê?”, ele pergunta. Numa cena de Minha Mãe É Uma Peça 2, Dona Hermínia pega o avião, senta-se ao lado de um bonitão e lhe diz... Olha o spoiler. O bonitão é o marido de Paulo Gustavo, Thales Bretas. “Estou casadíssimo, papel passado e tudo”, ele diz. Não foi fácil convencer o companheiro, um dermato conhecido e respeitado na profissão. Mas é impossível ser cara metade de Paulo Gustavo sem aceitar esses desafios numa boa. Paulo conversa com o repórter numa sexta-feira à noite, na plateia do teatro do Leblon onde, daqui a pouco, apresenta Online. A peça está sendo um estouro. “Ponho 5 mil pessoas aqui todo fim de semana”, diz.

Na quinta, 22, estreia Minha Mãe É Uma Peça 2. Serão mil salas em todo o Brasil – mil! Mais tarde, o repórter encontra na plateia o distribuidor Bruno Wainer, da Downtown, e ele diz que a ideia é manter o circuito até meados de janeiro, quando entram os lançamentos do Oscar. Wainer está mais tranquilo que Paulo – “É uma grande aposta, mas partimos do princípio de que Paulo Gustavo é o que o público quer ver”. Paulo Gustavo pode ser um grande sucesso, mas é também um operário. “Gosto do trabalho artesanal, de fazer bem-feito, elaborado, e para isso é preciso tempo. Participo de todas as etapas. Invento o tema, participo do roteiro, faço tudo.” 

A família está, de novo, no centro de Minha Mãe 2. “Todo mundo tem (família). É o tipo da coisa que a gente esculhamba, mas não vive sem.” Paulo Gustavo reflete sobre a peculiaridade de sua trajetória. “Fiquei famoso e ninguém nem sabia quem eu era, porque era a Dona Hermínia. Minha mãe ficou conhecida antes que eu”, brinca. A própria Dona Hermínia real – Dona Déa – está na plateia do teatro. Todo mundo quer fazer selfie, ela tem de dar um basta – “Vamos fazer depois, já vai começar”. Na plateia também está Teuda Bara, a mítica atriz do Grupo Galpão, de Minas. Paulo Gustavo conta – “Estou saindo em definitivo do Vai Que Cola. Já tenho dois episódios do que será o próximo programa no Multishow, A Vila. É sobre um palhaço abandonado numa cidadezinha e que, a cada semana, contracena com um habitante local, ou com alguém de passagem. É muito engraçado, com um toque de nostalgia. A Teuda faz a dona da pensão. Vai contracenar em todos os episódios comigo.”

A grande atriz está encantada – “É uma coisa que nunca fiz antes. E o Paulo tem sempre mil ideias para ver qual vai funcionar mais.” É o tema de Online, aliás, a peça não tem tema. Paulo entra no palco. O cenário representa a cidade. Ele recita um poema, começa um tiroteio e o restante é a roda viva. Uma coisa puxa a outra – delegacia, hospital, farmácia, cartomante etc. Quando tudo se acalma e ele vai recitar de novo – seu espetáculo ‘sério’ –, a assistente entra dizendo que acabou. Como assim – acabou? “É, sim, 1h10, temos de desocupar o teatro.” A plateia morre de rir com a metralhadora que dispara piadas para todos os lados. O título não nega – Online. Está todo mundo, em cena, ligado nas redes sociais.

“Fico até o carnaval e, em março, vou com o Online para São Paulo”, ele anuncia. Como tudo que Paulo faz, o espetáculo é mmuuuito incorreto. E isso aumenta sua responsabilidade – “Anda todo mundo muito radical. Qualquer coisinha gera polêmica. E não é porque o humor é ácido que tem de ser preconceituoso. Acho legal tocar em assuntos delicados, fazer as pessoas refletirem por meio do riso, mas é preciso cuidado, porque senão a gente vira a pessoa mais preconceituosa do mundo.”

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