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Pauline Étienne: "Na adolescência, somos corajosos para sermos sinceros"

A jovem atriz belga impressionou o público do Festival de Berlim 2013 com sua performance da noviça Suzanne Simonin

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

05 Setembro 2013 | 19h18

A jovem belga Pauline Étienne era uma das favoritas para levar o Urso de Ouro de melhor atriz em Berlim 2013. Perdeu para a chilena Paulina Garcia, de Gloria. Mas saiu da Berlinale como uma das mais jovens estrelas do cinema mundial.

Você primeiro leu o livro de Diderot, antes de ler o roteiro. Como foi deparar-se com a história e com o convite para reviver um papel que já havia sido de Anna Karina (no longa dirigido por Jacques Rivette em 1966)?

Foi uma surpresa, pois o livro é ainda hoje tão atual. A adolescência é um período difícil para todos, seja com o pano de fundo como o de A Religiosa, seja no mundo de hoje. É uma época em que somos corajosos para sermos sinceros. E em que temos que encarar as desilusões. O fato de que nossos pais e a sociedade não são como imaginamos que fossem. É uma grande responsabilidade fazer este papel, mas, desde sempre, foi algo que senti que queria fazer. Não sabia exatamente o motivo, mas queria.

Vê semelhança com Suzanne?

Sim, pelos dramas que também passei para amadurecer. Não somos exatamente iguais, obviamente, mas me identifico e simpatizo com ela. Apesar de tão delicada, tem uma força incrível e é muito perseverante.

Ainda assim, este é um filme de época e trata de questões que nos parecem um tanto fora de época. Como se preparou para entrar neste universo?

Além do livro, do roteiro, li sobre as questões religiosas e de costume da época. E visitei monastérios, conversei com noviças e freiras... Uma vez no set, o figurino fez com que eu me sentisse na pele de Suzanne, também me ajudou muito.

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