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Paul Walker, astro de 'Velozes e Furiosos', completaria 42 anos

Ator não se destacava somente pela aparência, também se dedicava a causas humanitárias; veja vídeos e galeria

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2015 | 10h00

Tem gente que até hoje não se conforma. Como um cara esportivo, saudável, sexy como Paul Walker foi morrer naquele acidente de carro, em 30 de novembro de 2013? Ele havia entrado nos 'enta'. Em 12 de setembro, completara 40 anos - nasceu em Glendale, na Califórnia, em 1973.

Isso significa que neste final de semana, Paul William Walker IV poderia estar completando 42 anos. Ele não viveu para comemorar seu maior sucesso. O sétimo episódio da franquia Velozes e Furiosos, concluído após sua morte - com imagens digitalizadas do ator -, obteve os números mais astronômicos da série toda.

Só no Brasil foram 7 milhões de espectadores. Todo esse mundaréu de gente vai gostar de saber que dia 15, três dias após o que seria o aniversário de Paul Walker, Velozes e Furiosos 7 estará saindo em Blu-Ray nos EUA, e na sequência no Brasil. A homenagem no final do filme com certeza contribuiu para o sucesso estrondoso.

Nascido numa família religiosa, Paul Walker estudou numa escola de mórmons. Queria ser biólogo marinho. Em 1985, estreou na TV, na série Highway to Heaven, título premonitório - Estrada para o Céu - e no ano seguinte já estava no cinema, com um papel em O Monstro do Armário.

Seguiu filmando e fazendo televisão até que, em 2001, foi selecionado para formar dupla com Vin Diesel pelo diretor Rob Cohen no primeiro Velozes e Furiosos. O resto é história. Naquele ano, Paul entrou para a lista das pessoas mais bonitas do mundo da revista People.

Era mesmo bonito, com olhos claros, sorriso contagiante e corpo definido. Amava surfar - a filha, Meadow, até hoje mora com a mãe no Havaí - e praticava jiu-jítsu. Mas a paixão eram os carros.

Paul tinha uma coleção, inclusive modelos raros como um Infiniti G35. A beleza externa talvez fosse reflexo da interior. Paul Walker não foi formado pelos mórmons à toa. Compassivo com o sofrimento dos outros, criou em 2010 a organização Reach Out Worldwide, que mantinha com dinheiro do próprio bolso e a ajuda de doadores.

A entidade dá - sobreviveu a seu criador - assistência a pessoas que tenham sofrido acidentes na natureza e não dispõem de recursos nem ajuda do governo. No site da organização, você encontra a frase de Paul - "I am a doer, and wether it is the tsunami in Sri Lanka or the earthquake in Indonesia, I am always saying, I should be there. I should be helping out'/Sou um doador e tanto faz que seja o tsunami em Sri Lanka ou o terremoto na Indonésia, digo sempre que eu deveria estar lá. Deveria estar ajudando."

Inclusive, foi num evento beneficente da Reach Out Worldwide, para angariar fundos, que Paul Walker sofreu o acidente fatal. Suas últimas imagens o mostram entrando sorridente como passageiro no carro de um amigo, e o carro era um Porsche, o mesmo veículo mítico em que James Dean sofreu seu acidente fatal em 30 de setembro de 1955. Vão se completar 60 anos dessa outra data trágica.

Paul Walker filmou muito, mas não sobra muito além da série Velozes e Furiosos - e o quinto episódio, Operação Rio, supostamente passado no Brasil, é muito bom, muito bem dirigido por Justin Lin.

Desde o começo, The Fast and the Furious sempre foi uma celebração da velocidade dos rachas, mas maior que esse era o valor da amizade e da família. Paul adorava cães e dividia a casa em Santa Bárbara com Boone, um cachorro da raça Chesapeake bay retriever.

O amor pelos animais levou-o a fazer, em 2006, Resgate Abaixo de Zero, de Frank Marshall, sobre integrante de uma expedição científica que move céus e terra para resgatar os cães de seu trenó, que teve de abandonar numa base da Antártida. O cinéfilo pode não ligar, mas o cinófilo, amante de cães, emociona-se com o desfecho. Qual é, você nunca viu? O que está esperando?

 


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