Patti Smith rejeita rótulo de lenda do punk rock, em Berlim

Vida e trabalho da cantora são retratados no documentário 'Patti Smith: Dream of Life', exibido neste sábado

Reuters,

08 Fevereiro 2009 | 14h57

Patti Smith odeia rótulos, mas se fosse para escolher uma frase que descrevesse a cantora, poeta, ativista e pintora norte-americana seria mulher renascentista. Ela não se considera uma lenda do punk rock, mas admite: "Sou uma grande guitarrista de punk rock."   Veja também:    Trailer do filme Patti Smith: Dream of Life    Lista completa dos filmes que estão na mostra competitiva do Festival de Berlim    A cantora compareceu ao Festival de Berlim neste sábado, 9, para a exibição do documentário Patti Smith: Dream of Life, que fala sobre sua vida e trabalho. Ao ser questionada pelos jornalistas se gostava de ser rotulada como cantora punk, Patti disse que sempre esteve além dos rótulos.   "Desde o meu primeiro disco falo que estou além dos rótulos e estilos", disse Patti. E acrescentou: "Toda vez que um jornalista me chama de cantora punk é porque não tem imaginação, inteligência profissional ou a curiosidade de ver tudo o que eu já produzi".   O documentário produzido por Steven Sebring mostra detalhes de sua vida e criação musical. Patti Smith: Dream of Life traz a opinião da cantora de 61 anos sobre política, família e morte e emociona o público. A obra integrou a progamação do Festival de Berlim desse sábado, 9.   O filme tem grande parte das cenas em preto e branco e faz um retrato nada convencional de uma das pioneiras da música punk. O documentário foi realizado a partir de um trabalho experimental de filmagem e edição de cenas, que aproxima a platéia da cantora.   "Não é um filme sobre o rock'n'roll, não é um musical, é um filme humanístico", disse Sebring aos repórteres nesse sábado após a exibição do filme no Festival de Berlim. O diretor, que se tornou grande amigo da cantora durante o período de filmagem, disse que filmá-la tornou-se uma "droga" para ele.   Festival de Berlim   A 58ª edição da Festival de Cinema de Berlim teve início na quinta-feira, 7, e vai até o dia 17 de fevereiro. O festival conta com a presença brasileira. A produção Tropa de Elite, dirigida por José Padilha, concorre ao Urso de Ouro com outros 20 filmes de várias partes do mundo.   Os Rolling Stones abriram o festival e logo após o show foi exibido o filme Shine a Light, documentário de Martin Scorsese sobre a banda de Mick Jagger, e que não faz parte da mostra competitiva.   O festival ainda conta com uma seleção dedicada ao diretor espanhol Luis Buñuel, com cerca de 40 filmes de todas as suas fases, além do documentário El Último Guión, de Javier Espada, apresentado pelo filho de Buñuel, Juan Luis, e pelo roteirista de alguns de seus filmes mais importantes, Jean-Claude Carrière.

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