Jordan Strauss/Invision/Ap
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Patricia Arquette é aplaudida por discurso em defesa dos direitos das mulheres

Eleita a melhor atriz coadjuvante, por ‘Boyhood’, ela ganhou a primeira estatueta do Oscar

Ubiratan Brasil, ENVIADO ESPECIAL

23 de fevereiro de 2015 | 01h02


LOS ANGELES - Patricia Arquette, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por Boyhood, manteve sua defesa pela mulher ao falar com os jornalistas depois de premiada. “Quando se escreveu a Constituição dos EUA, não pensaram nas mulheres, que também lutaram por esses direitos”, disse ela. “É o momento de se valorizar isso no mundo inteiro.” A atriz foi aplaudida na sala de imprensa.

“A arte é uma paixão que conduz teus passos independente dos resultados”, disse o ator J. K. Simons, estatueta nas mãos, em entrevista a cerca de 300 jornalistas, depois de seu nome ser anunciado como melhor coadjuvante do ano, por Whiplash. A declaração era uma forma de justificar os atos violentos que seu personagem não pensa duas vezes em adotar para conseguir o mais alto ponto grau da arte.

O ator, que então minimizou seu discurso favorável à paternidade, como fizera no palco (“Às vezes, sem roteiro, eu falo demais”), lembrou que o diretor Damien Chazelle foi corajoso ao transformar aspectos de sua vida em ficção. “O que ele conseguiu foi mostrar 42 personagens em pessoas que existem fora da tela.”

Simons contou que, quando estava na faculdade, leu um livro do poeta Rilke, Carta a um Jovem Poeta, que o incentivou. “Descobri que, se você se empenhar em um esforço artístico, descobre que há algo a mais que deve ser feito. Esse é o espírito de Whiplash.”

Já Pawel Pawlikowski, diretor de Ida, primeiro filme polonês a ganhar a estatueta de produção estrangeira depois de nove indicações, disse que o prêmio deverá incentivar a produção em seu país. “Ida é ousado por usar o preto e branco, por conter muitos silêncios. Agora, com esse Oscar, acredito que meus colegas vão correr mais riscos”, disse ele, que não ficou contente com a relação de seu filme com holocausto.

“Desde sempre, minha intenção era contar uma história com personagens complexos e sua perda de fé. Não tem relação com guerra e judaísmo, mas com stalinismo e até jazz e rock”, observou.

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