Passe a noite no interior da montanha mágica

Engenhoca foi erguida para homenagear a natureza. Mas ganhou suítes e virou um hotel integrado ao ambiente

Bruna Tiussu, HUILO HUILO

29 de junho de 2010 | 02h42

Tudo começou com uma homenagem à natureza. Fascinado pela cultura mapuche, o empresário Don Victor Petermann escolheu um canto do bosque e construiu, em 2004, uma alta montanha coberta pela vegetação nativa, que jorra água constantemente, desde seu cume, como se fosse um vulcão em erupção. Sua intenção com a impressionante engenhoca era simplesmente simbolizar a força vital daquelas terras sagradas.

  

Com cascata e tudo. Montanha tem um inusitado revestimento verde 
No seu interior, fez algumas suítes de madeira, com intenção de que familiares e amigos pudessem se acomodar para contemplar a beleza selvagem do local. Petermann pôde construir isso tudo porque comprou a extensão toda de Huilo Huilo em 1992, tornando-se seu único dono. As terras, antes pertencentes a um alemão, foram tomadas pelo governo chileno na época da ditadura de Pinochet e, depois, colocadas à venda.             

 

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Mas o número de pessoas interessadas em visitar a área cresceu a tal ponto que o empresário decidiu assumir o potencial turístico da reserva e suprir a carência hoteleira que começava a ficar evidente. A montanha artificial ganhou novos quartos (são 13 no total), com interior e detalhes arquitetônicos em madeira. Virou, assim, um hotel, o Montaña Mágica Lodge (a diária custa desde US$ 96 por pessoa, em quarto duplo).

Outros investimentos se seguiram a este. O Hotel Baobab tomou forma ao lado da montanha - é possível ir de um ao outro por um corredor interno. As 55 suítes estão distribuídas em sete andares, interligados por uma passarela em caracol. Tudo feito de madeira nativa.

O complexo conta ainda com bar, restaurante - o fondue é a opção irresistível para espantar o friozinho e recuperar as energias depois de um dia inteiro de aventura - e spa completo. Para um jantar especial, uma van do hotel leva até a cervejaria da casa - batizada de Petermann, claro - a poucos minutos dali. É a chance de experimentar as três variações da bebida artesanal. A diária do Baobab custa a partir de US$ 90 por pessoa, em quatro duplo.

Sonho de infância. Sabe aquela casa na árvore que toda criança sonha em ter? Na área conhecida como Canopy Village os turistas podem se hospedar entre as copas das árvores, a 5 metros de altura. Disponíveis apenas no verão, as casas comportam até quatro pessoas cada, com diárias de US$ 75, independentemente do número de hóspedes. É a chance de acordar entre galhos e as aves que vivem neles. Mais: http://www.huilohuilo.cl/.  

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