Martin Divisek/EFE
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Paris concede Cidadania de Honra a Oleg Sentsov, cineasta preso na Rússia

Ucraniano condenado a 20 anos por terrorismo recebeu a comenda da prefeita Anne Hidalgo, que faz pressão pela liberdade do diretor em greve de fome há mais de 100 dias

EFE

25 Setembro 2018 | 21h02

O cineasta ucraniano Oleg Sentsov, condenado na Rússia a 20 anos por terrorismo, mas considerado prisioneiro de consciência por ativistas de direitos humanos, recebeu a Cidadania de Honra de Paris, concedida pela prefeita da cidade, Anne Hidalgo, que procura fazer pressão para conseguir sua liberdade.

A prefeitura afirmou em comunicado divulgado nesta segunda-feira que com esta decisão procura "mobilizar a capital a favor de sua libertação" e lembrou que Sentsov, detido em um presídio de segurança máxima na Sibéria desde 2014, faz greve de fome em protesto por sua condenação há 134 dias.

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"Sentsov, militante pró-europeu, se opôs à anexação da Crimeia pelas forças especiais russas. Está em greve de fome desde o dia 14 de maio para conseguir sua liberdade e a de outros 70 políticos ucranianos detidos na Rússia", declarou a prefeitura de Paris, que denuncia a situação do cineasta há meses.

A decisão do governo municipal foi aceita por unanimidade pelos diferentes grupos políticos, na presença de diversas personalidades do mundo do cinema que compareceram ao plenário do Conselho de Paris.

"Paris é conhecida por ser a capital dos direitos humanos, encarna a liberdade de expressão e defende a democracia. Oleg Sentsov deve ser libertado", defendeu Anne.

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O cineasta, de 42 anos, cumpre uma pena de 20 anos de prisão após ser considerado culpado de preparar atentados terroristas na Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em 2014, mas a Ucrânia e o Ocidente o consideram um preso político.

Desde 2001, 22 pessoas receberam a Cidadania de Honra da cidade de Paris.

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