Para CNBB filme de Gibson não é anti-semita

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Majella Agnelo,considera que a polêmica sobre a eventual mensagem anti-judaica do filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, não está bemcolocada. O bispo, que viu a obra em uma sessão reservada para religiosos na terça-feira, afirmou hoje, após a reunião do Conselho Permanente da entidade, que a produção é bastanteviolenta mas, ao mesmo tempo, muito fiel ao relato bíblico da paixão e morte de Cristo. D. Agnelo avalia que, para um católicoou um cristão, possa ser ?interessante? assistir à obra e depois compará-la com os textos do Evangelho. Mas, avisou, que, dianteda violência apresentada ?certamente muita gente vai chorar.? Sobre a procedência das críticas feitas à obra, completou opresidente da CNBB, o ideal é que as pessoas interessadas assistam à produção e formem seu próprio conceito. ?No filme háuma insistência sobre a necessidade de se praticar o perdão, o amor fraterno, o que é positivo?, afirmou o vice-presidente da CNBB, d. Antonio Celso Queirós. Para ele, no entanto, a obra é apropriada para pessoas que gostam de ?filmes de catástrofe?, tamanha é a violência.Grupos judaicos americanos sustentam que a obra atribui a morte de Cristo aos judeus. ?A morte foi executada por soldadosromanos. Mas que a decisão foi influenciada por chefes judeus da época?, afirmou Queirós. ?Mas Jesus e Maria eram judeus. Naverdade, o que levou a morte de Cristo foi o pecado?, completou o vice-presidente da CNBB. D.Agnelo lembrou ainda o texto do Concílio Vaticano 2.º, que expressa claramente que não se pode atribuir o ocorrido a um povo. As informações são da Agência Brasil

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