Paparazzi são acusados de dar drogas a Heath Ledger

Dois paparazzi de uma agência defotografia de Hollywood estão sendo acusados em uma açãojudicial de ter fornecido cocaína ao ator Heath Ledger para quepudessem filmá-lo secretamente aspirando a droga em um quartode hotel, dois anos atrás. Mais conhecido por seu papel de um caubói gay em crise nofilme "O Segredo de Brokeback Mountain" de 2005 --para o qualfoi indicado ao Oscar--, Ledger morreu de overdose acidental demedicamentos em seu apartamento em Nova York, em 22 de janeiro. A ação assinala que imagens de vídeo do encontro de Ledgerforam vendidas para órgãos da mídia em todo o mundo, alguns naGrã-Bretanha e outros na Austrália, onde o ator nasceu. Partedas imagens foi mostrada rapidamente por duas TVs dos EUA diasdepois da morte de Ledger, provocando protestos em Hollywood. Segundo a demanda judicial, o vídeo resultou em ganhos demais de 1 milhão de dólares que deveriam ser confiscados, deacordo com uma lei do Estado da Califórnia, que requer a cessãode quaisquer lucros obtidos por meio de atividade ilegal. A ação acusa a agência Splash News & Picture Agency, daregião de Los Angeles, de ter pago pela cocaína que teria sidousada em 2006 por dois de seus fotógrafos para atrair Ledgerpara que fosse filmado clandestinamente. O fato ocorreu em 29 de janeiro de 2006, no hotel ChateauMarmont, em Hollywood, onde Ledger participava de um eventodepois de ter vencido o prêmio do Sindicato dos Atores por suaatuação em "Brokeback Mountain". "Isto é coisa ruim. Você não pode dar drogas paradependentes de drogas para poder filmá-los", disse DouglasJohnson, advogado da responsável pela ação, identificada apenascomo Jane Doe, ex-repórter freelance da revista People.

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