Claudio Peri/EFE
Claudio Peri/EFE

Paolo Sorrentino começa a gravar filme sobre Berlusconi

Longa do diretor italiano vai contar a história do político bilionário

AFP

24 Agosto 2017 | 14h51

O consagrado cineasta italiano Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar de filme em língua estrangeira em 2013 com A Grande Beleza, começou a filmar em Roma seu novo projeto, sobre a vida do político bilionário Silvio Berlusconi.

O filme, que tem o título Loro, será protagonizado por seu ator fetiche, Toni Servillo, com quem Sorrentino já trabalhou em quatro longas-metragens. Servillo interpretará pela segunda vez um primeiro-ministro italiano, depois de Giulio Andreotti, em Il Divo.

Sorrentino começou a rodar esta semana algumas cenas na região do Foro Imperial e do Coliseu, durante a noite, o que provocou a curiosidade dos turistas, que chegaram a pedir selfies com os atores e os figurantes.

Para ilustrar a vida de Berlusconi, uma das figuras mais polêmicas e carismáticas da Itália, protagonista de vários escândalos sexuais, judiciais e políticos, o cineasta se encontrou com o magnata do setor de comunicação e ex-primeiro-ministro, assim como com sua ex-esposa, Veronica Lario, informou a imprensa.

Durante as tomadas noturnas no Coliseu, realizadas em grande silêncio e sob medidas rígidas, além de uma grande equipe técnica, foi possível observar o ator italiano Riccardo Scamarcio, de terno e gravata, em uma cena em que era perseguido por várias mulheres.

Para muitos esta era uma clara referência às festas, jantares e eventos picantes que o ex-chefe de Governo organizava em suas mansões.

O ator interpreta no filme Gianpaolo Tarantino, o empresário que na vida real procurava garotas para as festas eróticas do magnata, mais conhecidas como "bunga bunga", que renderam vários processos pela presença de uma menor de idade, chamada pela imprensa de "Ruby rouba corações" .

Produzido pela Indigo e com distribuição da Universal Pictures Italy, o filme é uma espécie de de alegoria di poder, de como encanta e também engana, como já deu a entender o cineasta.

"Sou italiano e quero fazer um filme sobre italianos. Berlusconi é um arquétipo da 'italianità' e, através dele, você pode contar como são os italianos", afirmou Sorrentino.

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