Panahi será libertado hoje depois de pagar 160 mil euros

Discípulo de seu compatriota Abbas Kiarostami, Panahi é um dos principais artistas e intelectuais iranianos

25 de maio de 2010 | 13h42

Diretor iraniano Jafar Panahi, com o Urso de Prata que ganhou na 56.ª edição do Festival Internacional de Berlim com 'Fora do Jogo'. Foto: EFE/Wolfgang Kumm

 

TEERÃ(EFE)- O famoso cineasta iraniano Jafar Panahi será libertado hoje após pagar fiança de 160 mil euros, disse sua mulher.

 

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"De acordo com as informações que recebemos, ele sairá entre às 19h (12h30 em Brasília) e às 23h no horário local (16h30 em Brasília). A fiança já foi depositada", explicou ela à agência sindical de notícias local Ilna.

 

Panahi, um dos diretores de cinema iranianos mais premiados no exterior, foi detido no fim de fevereiro quando estava em sua casa na companhia de amigos e familiares.

 

Discípulo de seu compatriota Abbas Kiarostami, Panahi é um dos artistas e intelectuais iranianos que mostraram seu apoio ao movimento de oposição reformista que denunciou a fraude na reeleição que manteve o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no poder.

 

Segundo fontes da oposição, ele foi acusado de estar preparando um filme sobre o movimento opositor verde.

 

Na semana passada, após 80 dias fechado em uma cela da prisão de Evin, Panahi começou uma greve de fome reivindicando seus direitos.

 

Ele exigiu acesso a um advogado, visitas de sua família e um julgamento.

 

Cinco dias depois, recebeu a visita de sua advogada, sua mulher, seus dois filhos e do procurador-geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi.

 

Foi o próprio responsável judicial quem ontem à noite anunciou que o diretor, que despertou uma onda de apoio internacional, seria colocado em liberdade após pagar fiança nesta semana.

 

Panahi tinha sido convidado nesta edição para fazer parte do júri.

 

A partir da localidade francesa, seu mestre Kiarostami classificou sua situação de vergonhosa, denunciou a perseguição do atual Governo aos artistas em geral e aos cineastas em particular, e pediu a imediata libertação de seu colega.

 

Outros cineastas de renome, como Steven Spilberg, haviam pedido igualmente sua libertação.

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