Padre Marcelo leva a história de Paulo para o cinema

Em seu novo filme, Irmãos de Fé, que estréia hoje em 300 salas de cinema do País, padre Marcelo Rossi encheu-se de coragem para contar a comovente história do apóstolo Paulo de Tarso. Melhor produzido que o seu longa anterior, Maria, Mãe do Filho de Deus, o filme chega com um tema espinhoso. O seguidor Paulo foi um dos pregadores cristãos que mais forte bateu contra rituais judaicos. A produção tem Thiago Lacerda no papel principal de Paulo, José Dumont como Tiago e Othon Bastos como o apóstolo Pedro. O próprio padre Marcelo aparece no papel de um sacerdote que se interessa por um garoto problemático internado em uma unidade da Febem depois de realizar um seqüestro-relâmpago frustrado. O crime acontece no ano de 2020. Assim que vai preso, o garoto rebelde de nome Paulo passa a receber as visitas de um padre que lhe presenteia com uma Bíblia. Paulo reluta em abrir o livro até que resolve ler a história de um apóstolo que leva o mesmo nome que o seu. É neste momento que a história regressa em flashback para alguns anos depois da morte de Cristo. Thiago Lacerda usa o velho recurso de se fazer um homem mau com poucas palavras e cara feia. Paulo era, antes de sua conversão, um implacável perseguidor de cristãos. Quando migra para Damasco atrás de outros cristãos, um forte clarão o cega e uma voz lhe pergunta: "Por que me persegues?". Naquele instante, suas convicções são abandonadas e ele se converte em um seguidor dos ensinamentos de Cristo, apesar de não o ter conhecido pessoalmente.Preocupado em extinguir qualquer dúvida sobre uma possível temática anti-semita no filme, o padre Marcelo aparece no final com um quipá (cobertura usada por judeus) em Jerusalém ao lado de religiosos israelenses.

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