Oscar suspende veto ao cinema palestino

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos recebeu um número recorde de filmes inscritos para disputar uma indicação na categoria melhor filme estrangeiro. 55 países, um a mais do que no ano passado, enviaram filmes, de acordo com o noticiário de cinema na internet Hollywood Reporter. Os filmes serão avaliados pela Academia e os cinco indicados ao prêmio saem em 27 de janeiro. A 76ª cerimônia do Oscar será em 29 de fevereiro do ano que vem. Carandiru, de Hector Babenco, é o representante brasileiro entre os estrangeiros na corrida pela estatueta.Entre eles, alguns estão na programação da Mostra BR de Cinema: Adeus, Lênin, de Wolfgang Becker, que representa a Alemanha, Osama, do afegão Siddiq Barmak, As Invasões Bárbaras, do canadense Denys Arcand, O Albino Nói, do islandês Dagur Kari Petursson, Histórias de Cozinha, do norueguês Bent Hamer, Um Filme Falado, do português Manoel de Oliveira, o russo O Retorno, de Andrei Zvyagintsev, A Mansão do Lago, do cineasta de Sri Lanka Lester James Peries, Adeus, Dragon Inn do taiwanês Tsai Ming-Liang, Distante, do turco Nuri Bilge Ceylan, e El Viagem Hacia El Mar, do uruguaio Guillermo Casanova, Na lista dos 55 filmes que podem concorrer ao Oscar em fevereiro, destaca-se a primeira produção palestina a disputar uma indicação. Intervenção Divina, de Elia Suleiman, vai representar o povo palestino, uma vez que ainda não existe ali país com nome oficial para entrar na disputa. Enviado à Academia em 2002, o filme foi rejeitado justamente porque a Palestina não é considerada um país pelas Nações Unidas. Com a flexibilização da regra, Intervenção Divina foi o fiel da balança no recorde de 55 filmes da categoria dos estrangeiros. Sem ele, o Oscar teria os mesmos 54 inscritos do ano passado. O fato é que o filme palestino foi muito bem recebido em Cannes no ano passado. O festival mais badalado do mundo do cinema deu a Intervenção Divina o Prêmio Internacional da Crítica e o Prêmio Especial do Júri.Um porta-voz da Academia explicou por que este ano o Oscar aceitou a inscrição de Intervenção Divina. "Este ano o comitê decidiu tratar a Palestina como uma exceção da mesma forma que tratamos Hong Kong como uma exceção. Não estamos tentando ser a ONU e dizer que a Palestina é um país, mas há uma indústria de filmes que se considera palestina e que veio com um filme digno de inscrição", disse John Pavlik.

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