Oscar Brasil teve cerimônia agradável

A agilidade da cerimônia de entrega do 2º Grande Prêmio Cinema Brasil foi o grande destaque da noite de ontem, que ocorreu no Palácio Quitandinha, em Petrópolis. Ao contrário da tediosa edição passada, a premiação foi conduzida como se fosse um espetáculo - mérito da diretora teatral Bia Lessa, responsável pela concepção moderna e criativa. Como ninguém foi contratado como mestre de cerimônias, o evento teve início sem blablablá. A festa, que atraiu menos público do que o esperado - no início da premiação apenas 600 dos 1.500 convidados haviam chegado, consumiu cerca de R$ 900 mil (mais R$ 200 mil de divulgação). A entrega do troféu, criado por Maria Bonomi - apelidado carinhosamente de toblerone, pelo formato parecido com o do chocolate -, ficou na mão de personalidades de diversas áreas. A cantora Marina Lima, o atleta Robson Caetano, e o jornalista Pedro Bial, entre outros, participaram do evento, sempre falando de sua paixão pelo cinema.Até o discurso dos vencedores foi mais breve que de costume. Ao receber o prêmio de melhor filme, o diretor Andrucha Waddington apresentou a equipe e limitou-se a dizer: "Isso aqui não é competição. É celebração".Homenagem - As homenagens responderam pelos momentos mais calorosos da festa,. Este ano ganharam atenção especial Nelson Pereira dos Santos, Renato Aragão e Sônia Braga. A homenagem à eterna Dona Flor foi o ponto alto da noite. Para chegar à frente do palco, a atriz teve de abrir várias camadas de "cortinas" de rosas vermelhas, enquanto Caetano Veloso levantou na platéia cantando Tigresa. O momento teria sido perfeito se Sônia não tivesse exagerado em seu discurso. Depois de agradecer à mãe, "que confeccionou muitos vestidos de minhas personagens", ela simplesmente desembestou a falar.

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2001 | 16h10

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