Oscar adapta regras à era Internet

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que anualmente entrega o Oscar, anunciou a mudança do regulamento da premiação para adaptá-lo ao surgimento da Internet. Segundo informou hoje a entidade em sua sede de Beverly Hills, na Califórnia, assim como ocorre com a projeção de filmes na tevê, de agora em diante, se um filme for exibido na Internet antes de ser exibido qualquer sala de cinema de Los Angeles, este não poderá se eleger como candidato ao Oscar em nenhuma categoria. A nova regra enfatiza que a área de competência da Academia são os filmes para cinema. Até agora, a Regra Dois, referente à elegibilidade dos filmes, assinalava apenas que "os filmes que fossem projetados ou distribuídos pela primeira vez de outra forma que não em uma sala de cinema, não seriam elegíveis a nenhuma categoria do Oscar". A esta frase se juntou entre parênteses: "Isto inclui a exibição em televisão aberta ou a cabo, assim como no mercado de vídeo ou a transmissão pela Internet". Segundo Bruce Davis, o diretor-executivo da Academia este adendo serve para esclarecer o máximo possível, "de modo que, no afã de se adaptar às novas tecnologias, um filme nascido legitimamente para o cinema não ponha inadvertidamente em risco sua elegibilidade". Outras mudanças significativas nas regras deste ano incluem novos nomes para categorias já existentes ("música original" no lugar de "partitura original" e "edição de som" no lugar de "edição de efeitos sonoros"); novas limitações sobre a promoção nas categorias de documentários e uma regra menos restrita referida à elegibilidade dos filmes não falados em inglês. Desta forma, agora os filmes "estrangeiros" remetidos à Academia e que não tenham sido premiados poderão ser elegíveis em outras categorias nos anos subseqüentes, logo que forem exibidos em Los Angeles e respeitando as outras condições estabelecidas na regulamentação para os filmes em inglês.

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