Robyn Beck | AFP
Estatueta do Oscar Robyn Beck | AFP

Estatueta do Oscar Robyn Beck | AFP

Oscar 2021: Veja a lista de indicados ao prêmio

Cerimônia será realizada no dia 25 de abril, de forma virtual e ao vivo de vários locais

Redação , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Estatueta do Oscar Robyn Beck | AFP

Os concorrentes ao Oscar 2021 foram divulgados nesta segunda-feira, 15, e os vencedores serão conhecidos no dia 25 de abril. A cerimônia terá de ser em formato virtual, com transmissão ao vivo de vários locais, como o Dolby Theatre, em Los Angeles, o tradicional palco da festa. 

Entre os indicados, Chadwick Boseman de Melhor Ator por sua atuação em A Voz  Suprema do Blues, junto com Viola Davis, como Melhor Atriz pelo mesmo filme. A diretora Chloé Zhao vai concorrer na categoria por Nomadland, que terá também Frances McDormand na competição. 

Com a pandemia de coronavírus, que obrigou o mundo a se adaptar ao isolamento social, o setor cultural teve que se adaptar rapidamente, como foi o caso das premiações. O Oscar não ficou de fora dessa nova ordem e precisou abrir mão do ritual que antecede a grande festa do cinema. Sem festas, entrevistas e seu disputado tapete vermelho. 

“Neste ano que tanto exigiu das pessoas, a Academia está determinada a apresentar um Oscar como nenhum outro, enquanto prioriza a saúde pública e a segurança de todos aqueles que irão participar”, disse um porta-voz da Academia à revista Variety. “Para criar o show presencial que nosso público global quer ver, enquanto se adapta aos requisitos da pandemia, a cerimônia será transmitida ao vivo de vários locais, incluindo o famoso Teatro Dolby."

Veja a lista com os indicados ao Oscar 2021:

Melhor Filme

Melhor Atriz

  • Viola Davis - A Voz Suprema do Blues
  • Andra Day - Estados Unidos vs Billie Holiday
  • Vanessa Kirby - Pieces of a Woman
  • Frances McDormand - Nomadland 
  • Carey Mulligan - Bela Vingança

Melhor Ator

  • Riz Ahmed - O Som do Silêncio
  • Chadwick Boseman - A Voz Suprema do Blues

     

  • Anthony Hopkins - Meu Pai
  • Gary Oldman - Mank
  • Steven Yeun - Minari - Em Busca da Felicidade

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Maria Bakalova - Borat: A Fita de Cinema Seguinte
  • Glenn Close - Era Uma Vez um Sonho
  • Olivia Colman - Meu Pai
  • Amanda Seyfried - Mank
  • Youn Yuh-Jung - Minari - Em Busca da Felicidade

Melhor Ator Coadjuvante

  • Sacha Boron Cohen - Os 7 de Chicago
  • Daniel Kaluuya - Judas e o Messias Negro
  • Leslie Obom Jr. - Uma Noite em Miami
  • Lakeith Stanfield - Judas e o Messias Negro
  • Paul Raci - O Som do Silêncio

Melhor Direção

  • Chloé Zhao - Nomadland
  • Lee Isaac Chung - Minari - Em Busca da Felicidade
  • Emerald Fennell - Bela Vingança
  • David Fincher - Mank
  • Thomas Vinterberg - Druk - Mais uma Rodada

Melhor Filme Internacional

  • Another Round (Dinamarca)
  • Better Days (Hong Kong)
  • Collective (Romênia)
  • O Homem Que Vendeu a Sua Pele (Tunísia)
  • Quo Vadis, Aida? (Bósnia e Herzegovina)

Melhor Roteiro Adaptado

  • Borat
  • Meu Pai
  • Nomadland
  • Uma Noite em Miami
  • Tigre Branco

Melhor Roteiro Original

  • Judas e o Messias Negro
  • Minari - Em Busca da Felicidade
  • Promising Young Woman
  • O Som do Silêncio
  • Os 7 de Chicago

Melhor Figurino

  • Emma - Alexandra Byrne 
  • Mank - Trish Summerville 
  • Ma Rainey’s Black Bottom - Ann Roth 
  • Mulan - Bina Daigeler 
  • Pinóquio

Melhor Trilha Original

  • Destacamento Blood - Terence Blanchard 
  • Mank - Trent Reznor, Atticus Ross 
  • Minari  - Em Busca da Felicidade - Emile Mosseri 
  • Relatos do Mundo - James Newton Howard 
  • Soul - Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste

Melhor Animação

  • Soul
  • ​Wolfwalkers
  • Dois Irmãos
  • A Caminho da Lua
  • Shaun, o Carneiro: A Fazenda Contra-Ataca

Melhor Curta

  • Feeling Through
  • The Letter Room
  • The Present 
  • Two Distant Strangers 
  • White Eye

Melhor Curta de Animação

  • Se Algo Acontecer... Te Amo
  • Genius Loci
  • Yes People
  • Opera
  • Toca

Melhor documentário

  • Time
  • Crip Camp: Revolução pela Inclusão
  • My Octopuss Teacher
  • Collective
  • The Mole Agent

Melhor Documentário em Curta-metragem

  • Colette (Time Travel Unlimited) 
  • A Concerto Is a Conversation (Breakwater Studios) 
  • Do Not Split (Field of Vision) 
  • Hunger Ward (MTV Documentary Films)
  • A Love Song for Latasha (Netflix)

Melhor fotografia

  • Nomadland
  • Mank
  • Relatos do Mundo
  • Os 7 de Chicago
  • Judas e o Messias Negro

Melhor montagem

  • O Som do Silêncio
  • Os 7 de Chicago
  • Meu Pai
  • Nomadland
  • Bela Vingança

Melhor cabelo e maquiagem

  • A Voz Suprema do Blues
  • Pinóquio
  • Mank
  • Era uma Vez um Sonho
  • Emma

Melhor canção original

  • Speak Now - Uma Noite em Miami
  • Io Si (Seen) - Rosa e Momo
  • Fight for You - Judas e o Messias Negro
  • Hear my Voice - Os 7 de Chicago
  • Husavik - Eurovision Song Contest

Melhor design de produção

  • Mank
  • Relatos do Mundo
  • Tenet
  • Meu Pai
  • A Voz Suprema do Blues

Melhores efeitos especiais

  • Tenet
  • O Céu da Meia-Noite
  • Love and Monsters
  • Mulan
  • O Grande Ivan

Melhor som

  • O Som do Silêncio
  • Relatos do Mundo
  • Soul
  • Mank
  • Greyhound

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Oscar 2021: 'Nomadland' é mais original e tocante, mas 'Minari' corre por fora

Cerimônia virtual está marcada para o dia 25 de abril, com transmissões ao vivo de vários locais

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 10h50

Aberto o envelope e divulgados os concorrentes a melhor filme no Oscar 2021: Meu Pai, Judas e o Messias Negro, Mank, Minari - Em Busca da Felicidade, Nomadland, Bela Vingança, Som do Silêncio e Os Sete de Chicago. Quais os destaques, entre esses escolhidos?

Bem, Mank parece sair na ponta, com dez indicações. Mas, em premiações anteriores, o longa, que conta os bastidores da criação de Cidadão Kane e reabilita a figura do roteirista Herman Mankiewicz, tem sido muito indicado mas não tem levado tantos prêmios. Como se as partes fossem todas boas, mas o conjunto, não. 

Nomadland com seis indicações, tem levado prêmios por onde tem passado. Seu aproveitamento é melhor. Pode ser considerado o favorito em diversas categorias, como melhor filme, direção (Chloé Zhao) e atriz (Frances McDormand). Coloca em foco os filhos perdidos da recessão nos Estados Unidos, que se deslocam, de forma incessante, em seus trailers, sem pousada fixa nem destino. É um registro factual e metáfora sobre o pesadelo em que se pode transformar o famoso “sonho americano”. Muito original, situa-se numa fronteira bem contemporânea, entre o documentário e a ficção. 

Judas e o Messias Negro é um filme forte sobre um caso de infiltrado entre os Panteras Negras que redundou no assassinato do líder Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, que concorre a melhor ator coadjuvante. Pelo mesmo filme, e na mesma categoria, concorre Lakeity Stanfield. 

Os Sete de Chicago é outro filme com temática política, sobre uma manifestação contra a Guerra do Vietnã, em que sete ativistas são levados ao tribunal num julgamento de cartas marcadas. É forte, intenso e bem interpretado. 

Bela Vingança é um caso de mulher assediada que se dedica a punir a masculinidade tóxica. Com bela atuação de Carey Mulligan, tem agradado muito ao público, sobretudo a plateias jovens pois em sintonia com o espírito do tempo. Sua diretora, Emerald Fennell, está indicada em sua categoria. 

O Som do Silêncio, história de um baterista que se torna surdo, também tem sido bem cotado. Talvez não tenha força para vencer nas principais categorias, mas deixa impressa sua marca. 

Tudo somado, entendo que Nomadland é o filme a ser destacado. Mais completo, original e tocante, sem deixar de ser reflexivo, tem tudo para vencer. 

Mas há também Minari - Em Busca da Felicidade, que corre por fora. É uma história bonita, a saga de imigrantes da Coreia e suas dificuldades de adaptação. Falado em coreano a maior parte do tempo, é produção norte-americana e passa-se inteiramente nos Estados Unidos. Pode surpreender. 

Por fim, uma palavra sobre a categoria melhor documentário, que apresenta uma bela seleção de concorrentes. Entre eles, o criativo chileno The Mole Agent (Agente Duplo), uma maneira super original (e bem-humorada) de registrar a vida numa clínica de idosos. Collective é um filme-denúncia sobre um caso rumoroso de corrupção na saúde pública que causou a morte de várias pessoas na Romênia. Crip Camp - Revolução pela Inclusão revisita um acampamento dos anos 1960 que reabilitava pessoas deficientes dando-lhes melhores condições de vida. Time é a história de uma mulher que luta para tirar seu marido da prisão, condenado a 60 anos de encarceramento por roubo a banco. E Professor Polvo é um encantador filme de natureza que mostra um mergulhador tentando se aproximar de um polvo ao longo de um ano de paciente convivência. A competição equilibrada, mas a torcida fica para Agente Duplo, diferente entre todos, humano e divertido. 

 

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O que esperar das indicações ao Oscar 2021

A lista de candidatos deste ano deverá ser a mais diversificada até hoje e a categoria de melhor diretor pode fazer história. Mas aguarde algumas esnobações e controvérsias

Kyle Buchanan, The New York Times

13 de março de 2021 | 11h00

 

Num ano normal, já teríamos os vencedores do Oscar, mas neste ano o processo está só começando.

Depois de a maratona de temporadas de prêmios ser retardada em dois meses por causa da pandemia, as indicações ao Oscar serão finalmente anunciadas na segunda-feira logo pela manhã em Los Angeles. Minha tarefa é dizer a você o que esperar, mas acho que nem mesmo os eleitores estão seguros quanto a prognósticos.

Sem o habitual circuito de festas, estreias, entrevistas e as reluzentes cerimônias de entrega de prêmios, os membros da academia na maior parte devem decidir por sua própria conta. Mas alguns palpites podem ser feitos sobre o grupo de indicados este ano, que deverá estabelecer recordes e provocar controvérsias em igual medida.

Abaixo cinco perguntas prementes que logo serão respondidas: 

 

Que filmes serão indicados para o Oscar de melhor filme?

Se a história recente do Oscar se confirmar, devemos esperar oito ou nove filmes a conquistarem votos para uma indicação. (No ano passado, a academia decidiu nomear 10 filmes). Cinco candidatos parecem bem colocados diante de quanto foram reconhecidos no caso de outras premiações: Nomadland, Os 7 de Chicago, Promising Young Woman, Minari e Mank.

Mas depois a situação complica.

Nos últimos dois anos, todos os indicados ao prêmio de melhor filme também foram listados pelo Producers Guild of America, de modo que os filmes remanescentes podem ter sido os considerados para o PGA Awards, como Borat: Fita de Cinema Seguinte, Judas e o Messias Negro, A Voz Suprema do Blues, Uma Noite em Miami, O Som do Silêncio. Meu Pai e The Mauritanian também estão no grupo uma vez que estão na lista de indicados do BAFTA, o equivalente britânico ao Oscar, e a academia tem um contingente considerável de eleitores. E é bom manter o olho em Destacamento Blood, que teve um desempenho fraco nesta temporada, mas conta com uma indicação para melhor elenco para a premiação do Screen Actors Guild.

Mas não devem entrar. Além de Nomadland, Os Sete de Chicago, Promising Young Woman, Minari e Mank, estou projetando indicações de melhor filme para A Voz Suprema do Blues, Uma Noite em Miami ou Meu Pai. Se houver um nono indicado será Judas e o Messias Negro ou Borat Fita de Cinema, uma escolha não convencional para melhor filme com muitos fãs apaixonados. 

 

 

Mulheres diretoras farão história?

Somente cinco mulheres já foram nomeadas com o Oscar de melhor direção: Greta Gerwig (com Lady Bird), Kathryn Bigelow (por seu filme Guerra do Terror), Sofia Coppola (com Encontros e Desencontros), Jane Campion (pelo filme O Piano) e Lina Wertmüller (Pasqualino Sete Belezas). Este ano é quase certo adicionar a diretora de Nomadland, Chloé Zhao no grupo. E depois de ser premiada com um Globo de Ouro e pelo Critics Choice Awards, Zhao se tornaria a primeira mulher, desde Kathryn Bigelow em 2010, a conquistar um Oscar de melhor direção.

Mas a simples presença de Zhao na categoria fará história, uma vez que nenhuma diretora não branca jamais foi indicada ao Oscar de melhor direção. E ela pode não ser a única mulher na sua categoria: O Directors Guild of America também indicou Emerald Fennell (Promising Young Woman) para o principal prêmio do grupo, ao passo que o Globo de Ouro incluiu Zhao, Fennell e Regina King (Uma Noite em Miami). Se duas ou as três cineastas chegarem ao grupo dos cinco finalistas, esta é a primeira competição em que mais de uma mulher será candidata ao Oscar.

 

 

 

Will Chadwick Boseman terá duas indicações póstumas?

O astro de Pantera Negra morreu em agosto do ano passado aos 43 anos de idade, meses antes de sua atuação como o trompetista torturado Levee no filme A Voz Suprema do Blues ter sido muito elogiado pela crítica. Boseman facilmente deverá ser indicado ao prêmio de melhor ator e depois de vitórias no Globo de Ouro e no Critics Choice Awards, diria que é uma aposta segura ele vencer em todas as quatro categorias de atuação.

Os eleitores estão tão ávidos para premiar Boseman que seu nome também pode aparecer na categoria de melhor ator coadjuvante pelo seu desempenho fundamental no filme de Spike Lee sobre o Vietnã, Destacamento Blood. Mas essa indicação é muito incerta. O filme teve uma trajetória irregular nesta temporada de premiações e mesmo Delroy Lindo, que atua ao lado de Boseman, não tem garantida uma indicação. É possível também que uma vitória de Boseman como melhor ator seja considerada tão certa que a academia tentará colocar na categoria de ator coadjuvante outros candidatos mais incertos, como o destacado Pau Raci de O Som do Silêncio.

 

 

Quão diversas serão as categorias de atuação?

Cinco anos depois de temporadas marcadas pelo movimento #OscarSoWhite, as pessoas não-brancas conseguiram quase metade das indicações de melhor atuação este ano. É o caso de Viola Davis, em A Voz Suprema do Blues, e Riz Ahmed, com O Som do Silêncio, nas categorias de melhor atuação, e na disputa do Oscar de ator coadjuvante há Leslie Odom Jr (Uma Noite em Miami), Daniel Kaluuya, (Judas e o Messias Negro). Lindo e Andra Day (que venceu, no que foi uma surpresa, o Globo de Ouro) também poderão estar na disputa.

Prevejo várias indicações para o elenco de Minari, incluindo Steven Yeun e a atriz coadjuvante Yuh-Jung Youn, embora a premiação do Oscar tenha uma trajetória frustrante no caso de elencos liderados por asiáticos: mesmo quando filmes como Parasita, Cartas de Iwo Jima e O Tigre e o Dragão estiveram na lista de melhor filme, suas estrelas foram ignoradas e atrizes como Zhao Shuzhen em A Despedida e Michelle Yeoh, de Podres de Ricos, não encontraram espaço na academia.

 

 

Os serviços de streaming predominarão?

Há quase um ano, os cinemas estão fechados em Los Angeles, e assim talvez não surpreenda que numa temporada afetada pela pandemia os filmes que vêm sendo assistidos em segurança em casa dominarão as listas do Oscar.

Netflix e Amazon têm um superávit de candidatos a melhor filme. No caso da Netflix, temos Os Sete de Chicago, Mank, A Voz Suprema do Blues e Destacamento Blood. A Amazon coloca grandes esperanças em Uma Noite em Miami, O Som do Silêncio e Borat Fita de Cinema Seguinte. Mesmo filmes como Nomadland e Judas e o Messias Negro foram vistos quando estrearam no Hulu e HBO Max do que quando lançados nos cinemas

A academia suspendeu suas usuais restrições este ano, permitindo que mais filmes em streaming entrassem na competição. E a disputa pelo prêmio de melhor filme poderá ter na maior parte indicados de grandes serviços de streaming. Mas os filmes destinados à telona retornarão depois que o hábito de cinema em casa ter sido acelerado durante a pandemia?

A lista dos indicados ao Oscar este ano poderá fazer história, mas aquela do ano que vem é que vai constituir o real referendo sobre o futuro do setor cinematográfico.

 

Tradução de Terezinha Martino

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Entenda como são escolhidos os ganhadores do Oscar

Mais de oito mil membros da Academia elegem os grandes destaques do cinema; entenda como é o processo

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2020 | 08h00

Cerca de 9 mil pessoas votaram, até terça-feira, 4, para eleger os ganhadores do Oscar 2020. O prêmio mais prestigiado do cinema será entregue no dia 9 de fevereiro no Dolby Theatre, em Hollywood, em uma cerimônia televisionada para mais de 225 países.

Você sabe como é feita a escolha dos vencedores? Quem faz parte da Academia de Hollywood? Quem pode votar? Entenda as regras do evento abaixo.

Quem pode votar?

Todos os que votam são membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, localizada em Los Angeles. Precisam ser profissionais do cinema, de uma das 17 áreas da indústria, como atores, estilistas, editores, produtores, diretores, roteiristas, figurinistas, entre outros. O voto - para indicados e ganhadores - é secreto.

Como faz para entrar na Academia?

Os que pretendem ingressar na instituição devem ser indicados por ao menos dois membros da Academia, com exceção dos indicados ao Oscar e vencedores da estatueta, que podem se inscrever diretamente. Depois de estudar cada caso, a decisão final fica para o Conselho de Governadores da Academia.

Por que é assim?

Os membros da Academia desfrutaram durante muito tempo do direito ao voto vitalício, mas desde 2016 ele é limitado a um período renovável de dez anos para evitar que os que abandonam a indústria do cinema durante muito tempo possam seguir votando.

Mas, afinal, quem são os membros da Academia?

A Academia sempre tratou com cuidado a lista de votantes, ainda que nada impeça que estes privilegiados falem sobre sua condição nas redes sociais ou em qualquer outro meio. Em 2016, após vários anos de duras críticas à composição de seus membros por não refletir a diversidade da sociedade, a instituição disse que dentre seus 6 mil membros havia 93% de pessoas brancas e 76% de homens. A média de idade era de 63 anos. Cerca de 800 novos membros foram convidados nos anos seguintes, e em 2019 foram enviados 842 novos convites. Sem essas mudanças, a instituição anunciou que 32% dos seus membros eram do sexo feminino, e 16% eram de pessoas não brancas.

Como são feitas as indicações?

A maioria dos indicados é eleita pelos membros de sua área profissional, ou seja, os atores votam nos atores, os diretores nos diretores e assim por diante. Certas categorias, como a de Melhor Filme Internacional ou de Melhor Animação, são avaliadas por um comitê especial. Por outro lado, todos os membros de todas as áreas podem votar na categoria de Melhor Filme. A votação dos indicados é feita tanto por cédulas de papel quanto pela internet, sendo que a maioria dos membros da Academia prefere a segunda opção, de acordo com a instituição. O processo começa no fim de dezembro e os resultados são divulgados em meados de janeiro em uma coletiva de imprensa realizada no Samuel Goldwyn Theater, em Beverly Hills, transmitida ao vivo na TV americana.

Como são eleitos os ganhadores?

Em 23 das 24 categorias, ganha quem tem mais votos. Mas a categoria de Melhor Filme, o maior prêmio do Oscar, é uma exceção. Desde 2009, ele é escolhido por um sistema complexo de votação “preferencial” que consiste em várias rodadas das quais todos os setores participam. Cada votante deve colocar em ordem de preferência os filmes que concorrem ao prêmio. Contudo, ao menos que consigam maioria absoluta de imediato, não ganha automaticamente quem reunir o maior número de primeiros lugares.

Então como funciona?

Após cada rodada de votação, o último filme é eliminado e os votos atribuídos às obras restantes são realocados de acordo com a “preferência” mais alta da lista. O resultado deste sistema é que, às vezes, o filme que ganha é o que acaba em segundo ou terceiro lugar com o maior número de votos. “A ideia deste voto ‘alternativo’ é refletir os desejos do maior número de votantes, pois do contrário existiria o risco de terminar com um filme que 25% das pessoas gostava, mas que os demais poderiam não suportar”, explicou Ric Robertson, responsável pela Academia durante a reforma de 2009.

E se houver empate entre os ganhadores?

Segundo as regras do Oscar, em caso de empate em primeiro lugar na votação final, serão concedidos prêmios para os dois ganhadores. 

Algum brasileiro faz parte da Academia e vota para escolher o Oscar?

Não existem confirmações oficiais sobre quem é de fato membro da Academia, mas diversos brasileiros já foram convidados pela instituição e têm alta probabilidade de estarem entre os votantes. São eles: Rodrigo Santoro, Alice Braga, Carlinhos Brown, Anna Muylaert, Fernanda Montenegro, Sônia Braga, Rodrigo Teixeira, Carlos Saldanha, Walter Salles, José Padilha e Fernando Meirelles. Em 2019, convites foram enviados para Lucy e Luiz Carlos Barreto, e também para Laís Bodanzky. / Com AFP

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Academia divulga cartaz da cerimônia do Oscar de 2021; confira

93ª edição do Oscar, maior premiação do cinema norte-americano, acontece em 25 de abril

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2021 | 16h33

Academia de Artes e Ciências Cinematográficas revelou a arte do cartaz da 93ª edição do Oscar, que ocorre em 25 de abril. O lema da cerimônia este ano é "Bring Your Movie Love", ou "Traga seu amor pelo cinema" em tradução livre. 

A arte do cartaz foi feita por sete artistas de diversos locais do mundo inspirados pela seguinte pergunta: "O que filmes significam para você?"

Os artistas selecionados forma Temi Coker (Nigéria), Petra Eriksson (Suécia), Magnus Voll Mathiassen (Noruega), Michelle Robinson (Coreia do Sul), Karan Singh (Austrália), Victoria Villasana (México) e Shawna X (EUA).

Cada um produziu uma ilustração reimaginando a icônica estatueta do Oscar, e o cartaz mescla todas as obras, com paleta de cores em tons vibrantes.

 

 

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Sophia Loren será homenageada pelo novo Museu do Oscar

Academia divulga seus indicados no dia 15 de março e a atriz italiana pode estar na lista por sua participação no filme 'Rosa e Momo'

Ansa, Redação

10 de março de 2021 | 11h00

A atriz italiana Sophia Loren receberá uma homenagem do novo Museu da Academia do Oscar, durante cerimônia de gala marcada para o dia 25 de setembro, informaram os organizadores nesta terça-feira, 9.

A diva do cinema italiano será consagrada com o primeiro Visionary Award, dedicado a um artista ou acadêmico cujo trabalho progrediu na arte do cinema", segundo a Academia em Los Angeles.

O prêmio será entregue 60 anos depois de Loren ter conquistado o Oscar de Melhor Atriz em 1962, por Duas Mulheres, e 30 anos após sua conquista honorária em 1991.

A honraria é anunciada no momento em que a italiana poderá ser indicada novamente ao Oscar, na próxima segunda-feira, 15, por sua participação no filme Rosa e Momo (La Vita Davanti a Sé), disponível na Netflix.

Dirigido pelo próprio filho da atriz, Edoardo Ponti, o longa é uma adaptação contemporânea de um romance do escritor francês Romain Gary, e traz Loren no papel de Madame Roma, uma sobrevivente do Holocausto que cuida dos filhos de prostitutas em seu apartamento, entre eles Momo - um adolescente senegalês de 12 anos que a roubou.

O Visionary Award se juntará a uma extensa lista de prêmios acumulados por Sophia, de 86 anos, que incluem seis Globos de Ouro, um Leão de Ouro e um Coppa Volpi, em Veneza, além de depois prêmios em Cannes, Berlim, Londres, e 10 David di Donatello. Em 1991, o American Film Institute incluiu Loren em sua lista das 25 maiores estrelas de todos os tempos.

 

Museu do Oscar

Com a inauguração adiada várias vezes por conta da pandemia do novo coronavírus, o museu da Academia deve abrir ao público no dia 30 de setembro, cinco dias depois da cerimônia de gala em que Loren será a convidada de honra.

O evento ocorrerá no âmbito de uma série de comemorações em homenagem ao corte da fita. O prédio projetado por Renzo Piano abrirá suas portas com uma exposição inaugural dedicada ao cineasta Hayao Miyazaki, organizada em colaboração com o Studio Ghibli, do qual o cineasta japonês ganhou o Oscar em 2003 por A Viagem de Chihiro.  

 

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Diretora chinesa de 'Nomadland' enfrenta controvérsias em seu país

O sucesso da cineasta Chloe Zhao nascida em Pequim, e agora uma importante candidata ao Oscar, foi ofuscado por uma reação nacionalista no tocante à sua cidadania e sua identidade

Huizhong Wu, Associated Press

09 de março de 2021 | 20h00

TAIPEI, TAIWAN - O sucesso de Chloe Zhao, a primeira mulher asiática e a segunda a receber um Globo de Ouro de melhor direção por seu filme Nomadland – não foi recebido com aplausos em seu país de origem.

O sucesso da cineasta nascida em Pequim, e agora uma importante candidata ao Oscar, foi ofuscado por uma reação nacionalista no tocante à sua cidadania e sua identidade. Os censores removeram postagens sobre o filme que apareceram nas redes sociais, levantando dúvidas quanto a se o filme será visto na China.

Na semana passada, usuários de internet chineses questionaram se Zhao, que estudou no Reino Unido e nos Estados Unidos, ainda é uma cidadã chinesa e se deve ser reconhecida como chinesa diante dos comentários críticos que fez em 2013 sobre seu país. Mesmo que alguns tenham comemorado sua vitória, outros desenterraram duas entrevistas concedidas por ela em que disse coisas consideradas “um insulto à China''. Agora a publicidade do filme foi removida da mídia social e pelo menos duas hashtags relacionadas a ele foram desativadas. A busca pelos hashtags #Nomadlandtemumadatadelançamento e #Nenhumaterraparaconfiar (título do filme na China) na plataforma Weibo, resultou na seguinte mensagem: “De acordo com leis, regulamentos e políticas relevantes, a página não foi encontrada”.

 

 

Uma postagem no Weibo da National Arthouse Alliance of Cinemas, financiada pelo governo, que havia divulgado um pôster para o filme, retirou o cartaz. No popular aplicativo Douban, onde muitos usuários discutem livros, filmes e programas de TV, o cartaz do filme e também a data de lançamento foram deletados na sexta-feira. Mas a página do filme no aplicativo, com comentários e o cartaz em inglês continuam visíveis.

No centro da controvérsia, estão dois trechos de entrevistas concedidas anteriormente por Chloe. Os usuários online fizeram circular imagens de uma entrevista que ela deu para a revista Filmmaker, em que afirmou que “lembro quando era adolescente na China, vivendo num lugar onde há mentiras por toda parte”. A entrevista não mais exibe essa citação, mas versões arquivadas da página na Web mostravam o original.

A segunda citação foi de uma entrevista que ela deu para o website australiano news.com.au em dezembro do ano passado, quando teria afirmado que “os Estados Unidos hoje são o seu país”. Embora o site de notícias tenha atualizado a matéria em três de março, afirmando que a frase correta era (Os Estados Unidos) “não” são o meu país, foi a versão incorreta da história que circulou amplamente na internet chinesa.

Há dúvidas se o filme será lançado na China. Sua data de estreia estava marcada para 23 de abril, de acordo com a mídia chinesa.

 

 

O debate online está dividido em dois campos. Os nacionalistas dizem que Zhao traiu seu país, e a chamam de “duas caras”, dizendo que ela deixou o país respaldada pela riqueza do pai, que foi CEO de uma empresa estatal. Outros afirmam que a discussão deve se centralizar no filme, que relata a história de uma mulher que vive em uma van depois de a empresa que era o motor econômico da sua cidade ser fechada.

Um conhecido crítico de cinema na China, Chu Mufeng, elogiou Chloe e o filme no Weibo, onde tem três milhões de seguidores, observando que “não só ela é a primeira mulher chinesa a conquistar o prêmio de melhor diretora, mas também a primeira mulher asiática”.

Mas um seguidor, comentando sua postagem, afirmou que “uma diretora de cinema americana, obrigado, não a elogie demais”. Chu respondeu, afirmando: “se um chefe de etnia chinesa é excelente na cozinha você perguntaria de onde ele veio? Trate um filme bom como se fosse um banquete, tudo o que você precisa é desfrutar”.

 

Tradução de Terezinha Martino

 

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O que pode e o que não pode acontecer numa transmissão de premiação na era da pandemia

O Oscar tem ainda mais ou menos dois meses para corrigir o que aconteceu de errado em outras cerimônias

Kyle Buchanan, The New York Times

05 de março de 2021 | 20h00

Os shows de premiação serão apenas a prerrogativa de uma sociedade em que tudo funciona perfeitamente, ou haverá uma maneira de fazer com que funcionem enquanto o mundo ao nosso redor está afundando? São estas as perguntas que muitos em Hollywood estão fazendo depois que a desastrosa cerimônia da entrega dos Globos de Ouro de domingo conseguiu magros 6,9 milhões de espectadores, uma queda vertiginosa em relação aos 18,5 milhões do ano passado.

 

 

É evidente que as pessoas têm assuntos mais prementes na cabeça do que saber se Nomadland poderá derrotar Os 7 de Chicago, mas mesmo os fãs casuais do cinema seguramente se sentiram envergonhados (ou mudaram de canal) quando problemas técnicos quase torpedearam o discurso do vencedor do Globo de Ouro Daniel Kaluuya, no ápice do show.

Agora, todos estamos cansados das chamadas de Zoom com problemas, mesmo quando estas vinhetas estão repletas do que há de melhor e mais brilhante em Hollywood.

Ainda faltam quase dois meses para a transmissão do Oscar, no dia 25 de abril, que será produzida por Steven Soderbergh, que frequentemente nos brinda com inovações, ao lado de Stacey Sher e Jesse Collins. Não será uma tarefa fácil para eles montar um espetáculo de gala que atraia os telespectadores em plena pandemia, mas aqui estão as lições que é possível aprender dos shows de premiação que tiveram o azar de serem os primeiros a serem transmitidos. 

 

 

Fazer checagem de som

Em inúmeras cerimônias às quais assisti este ano, do Gotham Awards ao Globos de Ouro, o primeiro grande vencedor da noite ou não tinha nenhuma ideia de quando falar ou ainda estava com o som desligado quando finalmente começou. 

É evidente que serão necessários alguns testes mais caprichados de preparação. Se as estrelas já estão em standby, é melhor continuar a ensaiá-las nos bastidores até que decorem as suas deixas para entrar. (E sempre que possível, fazer com que tenham melhores câmeras e microfones.) Um discurso de agradecimento deveria começar com emoção e sem dificuldades técnicas.

 

 

 

Nada de comédias improvisadas

O Globo de Ouro teve dois pares de apresentadores tarimbados - os veteranos de Saturday Night Live Maya Rudolph e Kenan Thompson, e as apresentadoras Kristen Wiig e Annie Mumolo - mas a tagarelice improvisada de ambas as duplas só contribuiu para que o show mal ajambrado parecesse ainda mais caótico. 

A comédia improvisada funciona melhor como aperitivo para o que vem depois em uma cerimônia com um script rigoroso, e é perverso deixar os comediantes baterem cabeça durante o seu tempo em busca de um fecho adequado para suas piadas quando, a esta altura, alguns dos principais vencedores têm os seus discursos rapidamente encurtados pela música de encerramento do bloco.

 

 

Ter algumas breves cenas cômicas pré-gravadas

As cerimônias de premiação ao vivo ainda parecem limitadas pelo incômodo distanciamento social, mas muitos shows de cinema e televisão estão de volta em plena produção no mundo todo.

O Oscar poderá aproveitar do tempo de que dispõe e pedir a alguns dos espíritos mais geniais de Hollywood que deixem alguns bits pré-gravados, de 30 segundos, e não mais, de duração, para ajudar a ampliar o fôlego do show de uma maneira segura e criativa. Chamem Taika Waititi e peçam que ele improvise algo engraçado com Chris Hemsworth! Digam a Judd Apatow que terão de ter apenas 30 segundos - e não 60! E qualquer trecho que acabar ficando fora por causa do tempo poderá ser facilmente exibido online no dia seguinte para prolongar o brilho dourado do Oscar. 

 

 

 

Não estragar a locação

É sempre engraçado ter uma rápida visão das casas das celebridades, mas depois dos Globos de Ouro, acho que perdi tanto tempo na sala de estar de Aaron Sorkin quanto na minha, no ano que passou. Esperemos que o Oscar consiga atrair mais indicados fora de suas casas.

Se ainda não é seguro enfiá-los no Dolby Theater, ofereçam aos premiados uma variedade de locações interessantes em Los Angeles como o Hollywood Bowl ao ar livre, a impressionante e cavernosa Union Station ou o Museu da Academia, a ser inaugurado dentro em breve, que tem uma variedade de salas e espaços de galerias igualmente adequados para a finalidade.

 

 

Espalhem o glamour

Pode ser que a cerimônia do Globo de Ouro não tenha tido uma experiência tradicional anterior com o tapete vermelho, mas o show conseguiu brilhar com a roupas: estrelas como Cynthia Erivo e Anya Taylor-Joy exibiram alguns dos vestidos mais marcantes de suas carreiras durante a cerimônia, aproveitando claramente da chance de serem apreciadas depois do lockdown. Para aqueles que como nós ainda estavam de moleton, foi muito apreciada a rápida explosão de barafunda de Hollywood.

 

 

 

Não permitam que os vencedores sentem

Ainda, parte do glamour acaba quando os atores sequer se preocupam em sair do sofá ao ganhar um dos principais prêmios da TV. Se o vencedor do Oscar é obrigado a fazer um discurso de aceitação remoto, pelo menos deveriam encorajar os ganhadores a se levantarem para a ocasião e a ficarem de pé - desse modo parecerá menos um Zoom casual. (E se eu posso imaginar como equilibrar o meu laptop sobre uma pilha de caixas de sapatos enquanto estou fazendo uma videoconferência, também poderão as celebridades). 

 

 

Reservem grandes comerciais

O Super Bowl conseguiu transformar a sua duração pesada em algo normal, não um problema. É raro o show em que as pessoas sintonizam especificamente para ver o que acontecerá durante os comerciais. O Oscar deveria aproveitar da mesma oportunidade, preenchendo cada pausa para os comerciais com trechos atraentes de alguns dos maiores filmes do ano. A ABC poderia evitar as quedas de audiência do Globo de Ouro  se a sua controladora Disney prometesse os primeiros trechos de filmes como West Side Story, por exemplo, e os próximos trailers de The Eternals e Shang Chi da Marvel e outros estúdios deveriam seguir o exemplo. 

Vendam-nos a magia do cinema em cada pausa para os comerciais e aquela excitação seguramente se transmitirá para o show em si. Depois de um ano horrível para os fãs de cinema, durante o qual todo o setor de salas de projeção despencou, todos aqueles trailers poderiam funcionar como um serviço público. Por fim, há algo para continuarmos a olhar para frente.

 

Tradução de Anna Capovilla

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