Paula Prandini / Estadão
Paula Prandini / Estadão

Oscar 2020: Presença do Brasil na cerimônia foi forte nos anos 1990

Filmes como 'Central do Brasil' chamaram atenção do público internacional

Redação, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2020 | 09h54

Mais uma vez, o Brasil ficou de fora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, categoria agora denonimada Filme Internacional. Submetido à premiação, A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, não passou na pré-seleção, o que aconteceu com o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa. O anúncio dos indicados do Oscar 2020 será feito nesta segunda-feira, 13

Produções totalmente nacionais foram indicadas na categoria de Melhor Filme Estrangeiro três vezes, sem vencer nenhuma. O primeiro deles foi O Pagador de Promessas (1962), longa-metragem dirigido por Anselmo Duarte que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Dois exemplares da retomada do cinema brasileiro, nos anos 1990, também estiveram na disputa. Em 1996, O Quatrilho, de Fábio Barreto, concorreu e perdeu para o holandês A Excêntrica Família de Antonia. O Que é Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto - irmão de Fábio -  perdeu para Caráter, na cerimônia de 1998.

Co-produzido por Brasil e França, Central do Brasil, de Walter Salles, foi indicado a duas categorias no Oscar de 1999, Melhor Filme Estrangeiro, perdendo para A Vida é Bela, de Roberto Benigni, e Melhor Atriz para Fernanda Montenegro - nesta categoria, Gwyneth Paltrow foi a vencedora.

Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, foi indicado a quatro Oscar na cerimônia de 2004: Diretor, para Fernando Meirelles, Roteiro Adaptado, para Bráulio Mantovani, Fotografia, para César Charlone e Edição, para Daniel Rezende. Mesmo aclamada, a produção não levou nenhuma estatueta.

Nos últimos anos, houve as indicações de O Menino e o Mundo (2016), de Alê Abreu, na categoria Melhor Animação, e Me Chame Pelo Seu Nome, que concorreu a quatro estatuetas e tem entre os produtores o brasileiro Rodrigo Teixeira, da RT Features. O documentário anglo-brasileiro Lixo Extraordinário foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2011

Em 1960, Orfeu Negro, baseado em peça de Vinicius de Moraes, levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Apesar de ter sido rodado no Brasil e de ser falado em português, o longa dirigido por Marcel Camus representou a França na disputa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.