Oscar 2014 consagra Jennifer Lawrence como uma das melhores de sua geração

Filmes como ‘Trapaça’ mostram outro lado da heroína de ‘Jogos Vorazes’, que concorre como melhor atriz coadjuvante

Cindy Pearlman, The New York Times

25 de fevereiro de 2014 | 17h43

Jennifer Lawrence tem só 23 anos e duas coisas que não sabe relacionar: ser a detentora atual do Prêmio Oscar de melhor atriz e a concorrente na categoria coadjuvante este ano por Trapaça. Uma coisa é certa: os dois fatos a colocam no rol das melhores atrizes de sua geração.

 

A estrela da saga Jogos Vorazes não se sente sempre confortável nessa situação. Alguns nunca souberam equilibrar o lado glamouroso do estrelato com a vontade de se esquecer e mergulhar fundo no papel. Se esse for um desafio para Jennifer, ela não deixa transparecer.

Foi com Inverno da Alma que ela foi reconhecida como atriz "séria", indicada ao Prêmio da Academia como atriz coadjuvante. Desde então, tenta equilibrar essa faceta com a de Jogos Vorazes, que fez com que seu nome se tornasse conhecido: o primeiro filme lucrou mais de US$ 680 milhões em todo o mundo. Depois, com O Lado Bom da Vida venceu o Oscar. Sua personalidade única apareceu quando ela subia para receber o prêmio e tropeçou no vestido ao subir no palco.

Agora, está em Trapaça, em que volta a trabalhar com David O. Russell. O longa é sobre um vigarista vivido Christian Bale, com quem ela é casada, e que é forçado a trabalhar com o FBI e infiltrar-se na máfia de New Jersey. Ela atua ao lado de Bradley Cooper e Amy Adams. "Voltar a trabalhar com David foi uma decisão fácil. Todos diziam para eu descansar, dar um tempo, mas não. Era um papel único, como nada que eu já tenha feito no passado", afirma. Nativa de Louisville, Jennifer sempre soube o que queria ser.

"Atuar nunca foi um dilema, a questão era quando", explica. Aos 14 anos, ela passou um verão em Manhattan trabalhando como modelo e fazendo comerciais. Terminou o Ensino Médio e, dois anos depois, mudou-se com a mãe, o pai e os dois irmãos para Los Angeles, onde poderia investir na carreira.

O primeiro papel veio na série The Bill Engvall Show, em 2007, e a estreia no cinema seria um ano depois, em Garden Party. Depois, veio Inverno e a franquia de filmes de ação que a transformou na heroína Katniss, conhecida em todo o mundo. "Ganhar o Oscar foi uma honra imensa. A verdade é que ainda não digeri totalmente. Não sei se algum dia vou entender de fato toda a grandiosidade que isso implica", completa.

"Depois de vencer, levei a estatueta para o set de Hunger Games: Em Chamas e pensei que as coisas seriam bem diferentes agora que eu tinha um Oscar", ela lembra, aos risos. "Eu me encontrei com todos no dia seguinte e as pessoas diziam: 'Que bom para você!'. E eu: 'Só isso? Cadê o resto?'" "Na verdade, o Oscar me tornou um alvo", acrescenta. "Toda vez que eu errava uma fala alguém dizia: 'Ei, é melhor você devolver aquele Oscar!'"

Hunger Games a tornou uma celebridade mundial, o que o Oscar veio apenas reforçar. Muitos atores teriam se retraído dessa fama, mas Jennifer a abraçou com alegria. "Tem tantas coisas maravilhosas que podem vir do fato de ganhar uma voz. É muito fácil arrecadar dinehiro para a caridade. Eu levo dez minutos para assinar cem pôsteres que geram muito dinheiro para boas causas."

TRADUÇÃO CLARICE CARDOSO

Tudo o que sabemos sobre:
Prêmio Oscar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.