Oscar 2004 adere à globalização

As indicações de Cidade de Deus estão longe de ser as únicas fortes presenças não americanas no Oscar. Isso sem levar em conta a categoria de melohor filme estrangeiro. Este ano, a Academia resolveu aderir à globalização. Há uma considerável lista de indicados ao prêmio máximo do cinema que não nasceram nos Estados Unidos. Os dois mais destacados são Shohreh Aghdashloo, uma iraniana que concorre na categoria de melhor atriz coadjuvante por House of Sand and Fog, e Djimon Hounsou, africano de Benin que está na briga por um Oscar de melhor ator coadjuvante por Terra de Sonhos. Mas há uma série de outros que, embora não sejam tão novidade assim, são cidadãos de fora dos Estados Unidos que podem viver uma das glórias americanas neste domingo. Charlize Theron, candidata a melhor atriz por Monster, é sul-africana. Sua concorrente Keisha Castle-Hughes, de apenas 13 anos, é neo-zelandesa. As outras concorrentes Samantha Morton e Naomi Watts são inglesas. Na seara masculina, também são ingleses Jude Law e Ben Kingsley, este último com ascendência indiana. Ken Watanabe, que concorre para coadjuvante por O Último Samurai, e japonês. E há Benicio del Toro, americano nascido em Porto Rico e já dono de um Oscar. "Parece mais as Nações Unidas", brinca o crítico de cinema Tom O?Neil. "O homenzinho dourado virou global nesse ano", diz. Para O?Neil, tantas indicações de estrangeiros em categorias importantes mostram que Hollywood reconhece que o cinema é uma arte internacional. "Não é mais um jogo doméstico", diz o crítico.

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