Os irmãos Coen foram os grandes vencedores do Oscar 2008

'Onde os Fracos Não Têm Vez' ganhou como Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante

Teresa Ribeiro, com Marina Ramos e Andréia Sadi, do estadao.com.br,

08 Fevereiro 2025 | 03h10

Os irmãos Coen foram os grandes vencedores da 80.ª cerimônia do Oscar, conquistando quatro Oscars com seu filme Onde Os Fracos Não Têm Vez, um dos favoritos. Levou os troféus de Melhor Filme, Direção e Roteiro Adaptado, trabalhos assinados pela dupla e rendeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante ao espanhol Javier Bardem. A surpresa da cerimônia ficou por conta da inesperada escolha dos prêmios de melhor atriz e atriz coadjuvante, além, é claro, do Oscar de roteiro original a 'Juno'.   Veja também: Confira a lista de vencedores na cerimônia do Oscar 2008  Galeria de fotos do tapete vermelho  Veja as fotos de todos os vencedores Especial Oscar 2008    As apostas se confirmaram no caso dos atores. Bardem era o preferido dos críticos, assim como Daniel Day-Lewis, que levou o Oscar de Melhor Ator, era tido como imbatível com seu papel de magnata do petróleo em Sangue Negro. O filme, que competia com o mesmo número de indicações que Onde os Fracos Não Têm Vez, oito, ficou apenas com dois troféus, o de ator e de Fotografia, para Robert Elswit.   Com três troféus, em categorias técnicas, o segundo maior vencedor da noite foi O Ultimato Bourne, com os prêmios de Melhor Edição de Som, Mixagem de Som e Montagem.   O Oscar de Melhor Animação foi para Ratatouille, como já era esperado. O troféu de Efeitos Especiais, categoria em que Transformers era favorito, ficou com A Bússola de Ouro. O prêmio de Figurino, o primeiro da noite, foi dado ao trabalho realizado por Alexandra Byrne em Elizabeth - A Era de Ouro, protagonizado por Cate Blanchett.   Já Desejo e Reparação, que Joe Wright adaptou do romance de Ewan McEwan, indicado em sete categorias, levou apenas o prêmio de Melhor Trilha Sonora, concedido a Dario Marianelli.   A cerimônia apresentada por Jon Stewart foi leve e divertida, com freqüentes referências à política e ao período de campanha para as eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ao comentar o papel de Julie Christie, como uma mulher vítima do Mal de Alzheimer em Longe Dela, disse que o filme era sobre uma mulher que se esqueceu do próprio marido, "uma inspiração para Hillary Clinton".   Atrizes   As mulheres causaram as maiores surpresas da cerimônia, com os prêmios de Melhor Atriz, para a francesa Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor), Melhor Atriz Coadjuvante, para Tilda Swinton (Conduta de Risco) e Roteiro Original para Diablo Cody, por Juno.   O prêmio de Melhor Atriz era tido como certo para a veterana Julie Christie. Competiam na categoria pesos pesados como Cate Blanchett e Laura Linney, mas a escolha da Academia foi para o brilhante desempenho de Marion como a grande cantora francesa, Edith Piaf. Marion saiu aos prantos, após recebeu seu troféu de Forrest Whitaker (vencedor do Oscar de Melhor Ator do Ano Passado, por O Último Rei da Escócia) e agradecer emocionada "é verdade, existem anjos nessa cidade", disse. O filme Piaf ficou ainda com o prêmio de melhor Maquiagem, pela transfiguração promovida na atriz.   A crítica apontava Cate Blanchett interpretando Bob Dylan como a melhor entre as atrizes que disputavam o prêmio de coadjuvante, mas foi a enigmática atriz britânica Tilda Swinton, com seu o papel de uma executiva assassina em Conduta de Risco, que conquistou a estatueta e fez a maior expressão de espanto da noite.   Além de ganhar o Oscar de Melhor Roteiro Original, a ex-stripper Diablo Cody deve entrar para a história das cerimônias do Oscar por subir ao palco usando um vestido longo de oncinha com uma fenda até o alto da coxa, além da tatuagem grande e colorida da pin-up Betty Page no braço direito. Diablo Cody é o pseudônimo de Brooke Busey, 26 anos, que trocou a carreira de stripper pela de roteirista de cinema. Uma biografia que inspirou o humorista Jon Stewart a dizer "uma opção bem menos rentável...", numa alusão à recente greve de roteiristas que ameaçou a cerimônia.   Mas, uma das melhores brincadeiras do humorista Jon Stewart,  foi com as atrizes grávidas. Primeiro ele disse que haviam duas grávidas na festa, Jessica Alba e Cate Blanchett, acrescentando que a noite ainda era uma criança e Jack Nicholson estava lá. "Então,  vamos ter de  recalcular no final da noite", disse Stewart. Depois do intervalo comerical ele voltou ao palco lembrando que a atriz Nicole Kidman era outra grávida presente à cerimônia, e em seguida tirou um envolope do bolso e leu, brincando, "e o bebê vai para... Angelina Jolie ganhou o bebê!".   Micos da Festa   Os micos da festa foram os escorregões que vários astros levaram ao chegarem perto do microfone e um fato inédito na história do Oscar: a volta de Marketa Irglova ao palco após o intervalo - por intervenção de Jon Stewart -  para concluir seu discurso de agradecimento pelo Oscar de melhor canção Falling Slowly, do musical irlandês Once, que fez em parceria com Glen Hansard. Marketa queria dizer que o prêmio era uma "vitória para os músicos independentes. É um prova que nada é impossível. Essa canção foi baseada em esperança e a esperança não morre nunca", finalizou. O ator John Travolta entrou dançando no palco para entregar o Oscar da dupla.     História   O ator George Clooney apresentou uma homenagem aos 80 anos do Oscar. Ele lembrou o início do prêmio e brincou com a duração da festa. "O evento cresceu e virou um evento mundial com milhares de espectadores. Sempre vencedores inesperáveis, musicais, alguns erros, mas alguma coisa é consistente: é longo e imprevisível", disse, arrancando risos da platéia.   Em seguida, foi apresentado um vídeo com os melhores momentos da festa mais importante do cinema. Com My Heart Will Go On, de Céline Dion, o filme mostrou Cher, Jack Nicholson, Jane Fonda, Russel Crowe, Audrey Hepburn e grandes astros e estrelas da tela.   Jack Nicholson também participou das homenagens ao aniversário do prêmio lembrando os 79 filmes vencedores que "são conhecidos simplesmente como 'Melhor Filme' ". Cartazes e cenas mais famosas de cada vencedor foram exibidas em telão.   O Oscar honorário do ano foi concedido ao diretor de Arte Robert Doyle, que recebeu das mãos de Nicole Kidman o troféu por suas inestimáveis contribuições em filmes como Intriga Internacional (1959), Os Pássaros (1963), A Sombra de uma Dúvida (1943), Um Violinista no Telhado (1971), A Recruta Benjamin (1980).

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