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Os filmes que marcaram a trajetória de Olivia de Havilland

Conhecida por sua atuação em '...E o Vento Levou', atriz esteve presente nas telas até 1979

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2020 | 15h31

Morreu neste domingo, 26, aos 104 anos, a atriz Olivia de Havilland, de causas naturais. Ela estava em sua casa, em Paris, onde morava há 60 anos. Abaixo, confira os filmes que marcaram a sua carreira.

Olivia em Filmes

Capitão Blood

A primeira das oito parcerias com o astro Errrol Flynn, em 1935. Baseado no romnce de Rafael Sabatini sobre o médico que, ao cabo de muitas peripécias, vira pirata. Michael Curtiz é o diretor.

As Aventuras de Robin Hood

O trio de Capitão Blood. O astro Flynn, o diretor Curtiz – aqui, numa parceria com Williaam Keighley - e Olivia como Lady Marian. O bandido da floresta de Sherwood, que rouba dos ricos para dar aos pobres. Belíssimo colorido, produção de 1938.

...E o Vento Levou

A adaptação do romance de Margaret Mitchell. Uma produção ambiciosa e um recordista de Oscars em 1939. Victor Fleming foi um dos vários diretores, mas levou o crédito e ganhou o prêmio da Academia. Hoje em dia é contestado como monumento ao racismo, mas não perdeu a força como lição de cinema narrativo. Olivia faz a doce Melanie e ficou marcada pelo papel. Opõe-se à voluntariosa Scarlett/Vivien Leigh.

Meu Reino por Um Amor

O trio Curtiz-Flynn-De Havillaand, mas dessa vez a soberana é Bette Davis, como a rainha Elizabeth I. Olivioa e ela disputam o Conde de Essex/Flynn. Indicado para quase todos os prêmios técnicos de 1940.

O Intrépido General Custer

Hoje a versão de Raoul Walsh é contestada, mas em 1941 o grande diretor inverteu a história e o General Custer, de matador de índios, virou seu defensor e a representação do herói formulado por Joseph Campbell. Olivia faz o grande amor de Custer. Ela confessou que se apaixonou por Errol Flynn, mas ele não correspondeu. Descobriu depois que estava a protegê-la. Se entrasse na vida de excessos dele, teria sido seu fim.

Espelho D'Alma

O clássico noir de Robert Siodmak, de 1946. Dark Mirror. Olivia faz gêmeas, a boa e a má. Quando se envolvem num assassinato, um médico forense tenta estabelecer qual delas matou. Perdeu a originalidade, mas não o poder de impressionar. E Olivia, em fose dupla, é ótima.

Só Resta Uma Lágrima

O primeiro Oscar, em 1947. Mitchell Leisen dirige a história da mãe forçada a dar o filho em adoção e que passa o filme acompanhando seu desenvolvimento à distância, até obter reconhecimento. Em seu agradecimento, Olivia enumerou 27 pessoas, um recorde, mais um na vida dela.

A Cova das Serpentes

O filme pelo qual Olivia gostaria de ter recebido o Oscar. Anatole Litvak dirige a história da mulher que sofre um colapso nervoso, é internada e conhece o inferno do sistema manicomial. Copa Volpi de melhor atriz no Festival de Veneza de 1948.

Tarde Demais

O segundo Oscar. Baseada na peça Washington Square, de Ruth e Augustus Goetz, a história da herdeira apaixonada por um homem que só está interessado na fortuna dela. William Wyler, mestre do realismo psicológico, é o diretor. A cena final, quando Olivia bate a porta na cara de Montgmery Clift – Too late! -, é dos momentos antológicos do cinema.

Com a Maldade na Alma

Na sequência do sucesso de O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, Robert Aldrich ofereceu outro grande papel a Bette Davis, em 1964. Outro gran guignol. A vida inteira Charlotte conviveu com a acuisação de haver matado um homem. Agora, velha e arruinada, chega a prima Miriam/Olivia, e a verdade vem à tona.

O Quinto Mosqueteiro

O último papel de Olivia no cinema, em 1979. Depois, ela ainda fez algumas coisas para TV. A lenda por trás da história do Homem da Máscara de Ferro. Olivia faz a rainha Ana da Áustria. E Ken Annakin é o diretor.

 

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