Os cem anos de Marlene Dietrich

Com seu olhar lascivo e uma sugestiva queda nos olhos, a atriz Marlene Dietrich (1901-1992) tornou-se um símbolo da mulher fatal que atraía homens e mulheres. Sua cidade natal, Berlim, festejará nesta quarta-feira, o centenário de seu nascimento com numerosos eventos.Uma festa ?oficial? de aniversário, denominada Marlene 100 será realizada na quinta-feira, com a presença de artistas do porte de Ute Lemper, que cantará canções imortalizadas pela diva, como a famosa ?Estou pronta para o amor da cabeça aos pés?, de O Anjo Azul, entre outras.Os fãs da mítica atriz honrarão sua memória nesta quarta-feira, dia 27, data exata de seu aniversário, fazendo uma peregrinação até sua sepultura no cemitério municipal da capital alemã, onde serão colocadas oferendas e flores.Neste mesmo dia, à noite, o Museu de Cinema de Berlim exibirá cenas privadas de sua vida familiar, assim como a única cópia existente de um lendário concerto que ela fez em 1963, em Estocolmo, na Suécia.No Teatro Renaissance será encenado um musical intitulado Marlene Dietrich, enquanto um famoso cineclube da cidade oferecerá uma ampla retrospectiva de mais de 40 filmes nos quais a artista atuou.O Museu de Cinema de Berlim manterá até o dia 17 de fevereiro a mostra Forever Young (Jovem para sempre), na qual serão expostos pela primeira vez numerosos objetos que compõem a herança da atriz, como fotografias, cartas, vestidos, guarda-chuvas, porta-cosméticos. A coleção foi adquirida pelo museu em 1993 por US$ 5 milhões.Até mesmo o Museu Gay de Berlim inaugura a mostra Marlene e o Terceiro Sexo, com cerca de 500 objetos de sua vida privada e profissional. A mostra documenta sua relação com seus fãs, amigos homossexuais, colaboradores e admiradores, assim como suas relações com amantes femininas como a cantora Claire Waldhoff ou a roteirista espanhola Mercedes de Acosta.Leia mais sobre Marlene Dietrich

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.