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Os 60 anos de Tom Hanks, um dos astros mais versáteis de Hollywood

Ele já foi um menino grande, um doente terminal, um náufrago, um capitão, um astronauta, um espião e até um assassino

Alicia García de Francisco, EFE 

08 Julho 2016 | 20h52

Ele foi um menino grande, um doente terminal, um náufrago, um capitão, um astronauta, um espião e até um assassino, mas além das excelentes interpretações, Tom Hanks colocou em cada um desses papéis uma dose de bondade, uma carreira que coroou aos 60 anos como o rosto afável de Hollywood.

Com dois Oscars, cinco indicações e uma imagem pública impecável, Hanks se converteu no decorrer dos anos no ator sólido a quem se pode confiar qualquer papel, embora sempre dentro de um estilo clássico e elegante.

Considerado por muitos o herdeiro de James Stewart e qualificado como “o melhor ator do mundo” por Robert Zemeckis, que o dirigiu em Forrest Gump (1994) e Náufrago (2000), o que caracteriza este californiano é a interpretação perfeita do “homem da rua”, como sugeriu o Instituto Americano de Cinema ao lhe outorgar um prêmio por sua carreira.

Nascido em nove de julho de 1956 em Concord, Califórnia, Hanks foi um menino e adolescente tímido, mas com grande inclinação à comicidade, e se dedicou à interpretação ao chegar à universidade, começando a trabalhar no teatro em Sacramento, para depois se transferir para Nova York e estrear no cinema.

Seu primeiro papel foi em um filme de terror Trilha de Corpos (1980), mas continuou a fazer teatro e aparecendo em várias séries de TV, como Bosom Buddies, ou Family Ties.

Foi na TV que ele começou a explorar sua veia cômica e uma personalidade entre torpe e terna que o destacaram nos seus primeiros trabalhos no cinema, como em Splash - Uma Sereia em Minha Vida, de 1984, A Última Festa de Solteiro, de 1984, ou Um Dia a Casa Cai, de 1986.

Mas o primeiro grande sucesso foi com sua interpretação de Josh, menino que se transformava em adulto da noite para o dia em Quero ser Grande.

Hanks demonstrou com esse papel ser capaz de muito mais do que interpretar papéis cômicos em filmes menores e conseguiu sua primeira indicação ao Oscar e alcançou uma imensa popularidade pela doçura com que interpretou o personagem.

Depois desse grande êxito, tomou parte numa série de filmes que foram um fracasso, como Joe contra o vulcão, de 1990 e A fogueira das vaidades, também e 1990.

Com Sintonia do Amor, com Meg Ryan, retornou ao filme romântico e afável que lhe caía bem, mas não quis se limitar a esse tipo de papel, como demonstrou em Filadélfia, filme de 1992, que para muitos foi a melhor interpretação da sua carreira.

Conquistou um Oscar e sua carreira deu uma reviravolta radical. Quando parecia ter chegado ao auge, um ano depois lhe chegou às mãos um dos papéis que marcam uma carreira: voltou a ganhar o Oscar por Forrest Gump, seu filme mais famoso, no qual dá vida a um homem com um retardamento mental e motor, o que não o impede de ter mais sucesso do que a maioria das pessoas.

O prestígio de Tom Hanks continuou aumentando com filmes como Apolo 13, de 1995, O resgate do soldado Ryan, de 1998, Mensagem para você, de 1998, À espera de um milagre de 1999, Estrada para a Perdição de 2002, filmes que contribuíram para criar uma carreira invejada por todos os atores da sua geração.

Mas Hanks não dormiu sobre os louros e continuou escolhendo papéis que melhor se adaptavam à sua personalidade.

Assim, vieram O Terminal, em 2004, O Código Da Vinci, em 2006, Jogos do Poder, de 2007, sem esquecer que ele é a voz na versão americana de um dos personagens de animação mais populares de todos os tempos, o Woody de Toy Story.

Nos últimos anos interpretou Walt Disney no filme Walt nos bastidores de Mary Poppins e um cidadão metido a espião em sua última grande interpretação, a de James Donovan em Ponte dos Espiões, filme de 2014. 

Uma enorme lista de grandes filmes fazem de Hanks um dos atores mais respeitados da cinematografia atual e um dos mais rentáveis de Hollywood.

A isto se junta uma perfeita imagem pública por sua amabilidade e uma ausência total de escândalos na vida privada, algo pouco habitual entre as estrelas de cinema.

Pai de quatro filhos, um deles, Colin, também ator, e casado com a atriz Rita Wilson desde 1988, Tom Hanks é o mais parecido a um astro do cinema clássico que existe no cinema atual. TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO 

 

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