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Os cem anos da estrela Ingrid Bergman

Ganhadora de três Oscars, a atriz era de uma honestidade que desarmava; confira vídeos de alguns de seus filmes

Alicia García de Francisco , EFE

29 de agosto de 2015 | 07h00

“Não me arrependo de nada. Não viveria minha vida como vivi se me preocupasse com o que as pessoas falavam.” Esta era Ingrid Bergman, uma das atrizes com mais personalidade do cinema, que neste sábado, 29, faria 100 anos.

Com três Oscars e sete indicações, e protagonista de clássicos como Casablanca (1942), À Meia-luz (1944), Interlúdio (1946), foi uma grande estrela do cinema clássico hollywoodiano.

Nascida em Estocolmo em 29 de agosto de 1915, era uma mulher forte, direta, que jamais mentia. Estas foram suas armas na vida e no cinema, no qual debutou em 1932 em Landskamp. Tornou-se rapidamente popular na Suécia natal, mas somente em 1936 chegaria seu primeiro papel importante, em Intermezzo, de Gustaf Molander. 

Com este longa, conquistou o público e a crítica e chamou a atenção de um dos principais produtores da época, o poderoso David O’Selznick, que a levou para Hollywood para fazer uma refilmagem deste longa de 1939. Segundo ele, a atriz “tinha uma qualidade extraordinária de pureza e nobreza”.

O sucesso do seu primeiro papel americano marcou o início de uma fulgurante carreira com longas como O Médico e o Monstro (1941), Casablanca, Por Quem os Sinos Dobram (1943), À Meia-luz, Quando Fala o Coração (1945), Os Sinos de Santa Maria (1945), Interlúdio (1946) ou Joana d’Arc (1948), com os quais obteve quatro indicações para o Oscar, uma delas vitoriosa por À Meia-luz.

Mas em 1948 a vida de Ingrid deu uma guinada de 360 graus. Deslumbrada pelo talento neorrealista do cineasta italiano Roberto Rossellini, escreveu-lhe uma carta que provocou um grande escândalo.

“Vi seus filmes Roma Città Aperta e Paisà e fiquei fascinada. Se precisar de uma atriz sueca que fala muito bem o inglês, que não esqueceu o alemão, que não se faz compreender muito bem no francês e que em italiano sabe dizer apenas ‘Ti amo’, estou pronta para ir e fazer um filme com o Sr.”, escreveu ela.

O resultado foram seis películas juntos (entre elas Stromboli, Europa 51 e Viagem pela Itália) e uma apaixonada história de amor depois de ambos se separarem de seus cônjuges.

A relação adúltera de Ingrid e Rossellini fechou para a atriz as portas da puritana Hollywood e, durante anos, sua carreira se concentrou na Europa, e principalmente, nos filmes com aquele que se tornaria seu marido e com o qual teve três filhos: as gêmeas Isabella e Isotta e Roberto.

A história de amor durou quase oito anos e, depois de deixar Rossellini, a atriz voltou a trabalhar em Hollywood com um filme menor, Anastásia, a Princesa Esquecida (1956), com o qual ganhou o segundo Oscar. 

Sua segunda etapa na meca do cinema foi menos frutífera, com títulos como Indiscreta (1958), A Pousada da Sexta Felicidade (1958), Mais uma Vez Adeus (1961) ou Assassinato no Expresso do Oriente, pelo qual recebeu o terceiro Oscar.

Desta etapa, seu trabalho mais destacado foi Sonata de Outono, 1978, último longa e única colaboração com o outro Bergman do cinema, Ingmar. Os médicos já haviam diagnosticado o câncer do seio, que a mataria quatro anos depois, no mesmo dia de seu 67.º aniversário. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

Veja trailers de alguns filmes que marcaram a carreira de Ingrid Bergman. 

 

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