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'Operação França' não perdeu a força na Mostra Internacional de Cinema

Thriller premiado pela Academia só decepcionou porque o diretor William Friedkin não pôde vir a São Paulo

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2016 | 23h30

Talvez tenha sido a maior – a única? – frustração da 40.ª Mostra, e certamente não decorreu da organização do evento. Havia grande expectativa pela participação de William Friedkin, que vinha ministrar uma masterclass e debater com o público filmes como Operação França e O Exorcista. No final, Friedkin teve de cancelar a vinda por problemas de saúde. Mas vieram os filmes, e Operação França.

Há 45 anos, o então jovem cineasta ganhou os Oscars de filme e direção por The French Connection (sábado, 5, 14h30). No total, foram cinco prêmios de Academia, acrescentando ator (Gene Hackman), roteiro (Ernest Tidyman) e montagem (Jerry Greenberg). Operação França é sobre dupla de policiais de Nova York que enfrenta traficantes internacionais que querem inundar a cidade de droga. Muito antes da conexão colombiana, Friedkin colocou na tela a francesa, com origem em Marselha.

O filme virou um marco do thriller urbano, e não apenas pela eletrizante corrida de carros, que Friedkin admite haver filmado de forma irresponsável, sem nenhuma segurança. A força vem do estilo neorrealista. Magnífico.

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