Bento Marzo/Divulgação
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Operação de guerra para ver ‘Tropa 2’

Pré-estreia em Paulínia, ontem à noite, teve detector de metais e raios infravermelhos. Tudo para evitar cópias do tão esperado filme

Luiz Carlos Merten

06 de outubro de 2010 | 00h58

 

PAULÍNIA (SP) - Tapete vermelho para o diretor José Padilha e seu elenco. A tropa desembarcou ontem em Paulínia para a pré-estreia do mais aguardado filme brasileiro do ano. Depois que Tropa de Elite vazou, virou questão de honra para Padilha e seu produtor/ distribuidor, Marco Aurélio Marcondes, evitar que fossem feitas cópias piratas da continuação. Você terá de ver o filme no cinema a partir de sexta-feira. Os DVDs que camelôs anunciam no centro de São Paulo e do Rio são falsos (veja ao lado). Tropa 2 está no cofre.

 

Marcondes faz segredo do próprio sistema de distribuição, mas confirma que foi feito um seguro - caro - para prevenir as perdas de um possível vazamento. Poucos viram o filme. Padilha, Marcondes, o ator Wagner Moura, o montador Daniel Rezende, o fotógrafo Lula Carvalho, o roteirista Bráulio Mantovani, o compositor Pedro Bronfman.

 

Todos eram unânimes em ressaltar que houve um extraordinário amadurecimento do filme, como um todo. “O Capitão Nascimento do primeiro filme era um tanto unidimensional. Agora é tridimensional, um personagem mais rico, complexo, maduro”, diz Marcondes.

Ontem, em Paulínia, o esquema de segurança também foi especial, com detector de metais na entrada e agentes monitorados com raios infravermelhos para enxergar no escuro qualquer tentativa de captar imagens. Celulares, nem pensar. Foram barrados na porta. A sessão estava marcada para as 21h30.

 

 

Explicando como foi possível manter o filme secreto até agora, Marcondes revelou que suas partes foram editadas e finalizadas em diferentes locais - no Paraná, no Rio, em São Paulo e nos Estados Unidos. Imagens e sons só foram reunidos em 23 de setembro. As imagens eram vistas sem acompanhamento sonoro e quem tinha de receber o som o recebia criptografado. Foi uma operação de guerra, nunca vista antes no cinema brasileiro.  

E por que a pré-estreia foi em Paulínia? Porque a cidade paulista também colocou dinheiro na produção.

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