Celso Júnior/AE
Celso Júnior/AE

Oliver Stone chega à Faap com cinco horas de atraso

Diretor chegou ao teatro dez minutos depois de encerrada a sessão do novo filme para convidados

Flávia Guerra, de O Estado de S. Paulo

01 de junho de 2010 | 14h42

SÃO PAULO - Ao contrário do esperado, depois de horas de espera e do cancelamento da sessão de imprensa oficial, o cineasta americano Oliver Stone compareceu à Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) na noite de segunda-feira.

 

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De acordo com a agenda prevista, o cineasta deveria ter participado de coletiva de imprensa antes da sessão para convidados de seu documentário Ao Sul da Fronteira, que retrata o universo político e social da América Latina, com destaque para os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia. Mas, devido a atraso no voo proveniente de Quito, no Equador, onde estavam diretor e equipe, e a problemas com documentação na alfândega do Aeroporto de Guarulhos, a presença do diretor havia sido cancelada.

 

No entanto, por volta das 22h45, dez minutos após o fim da sessão para convidados, o diretor chegou ao Teatro Faap e agradeceu a presença e a paciência dos que o esperaram. "Me perdoem esta falta de respeito com vocês, mas houve muitos problemas. No entanto, fiz questão de vir até aqui e quero saber se vocês gostaram do filme ou não", disse Stone, ouvindo um sonoro "sim" dos poucos jornalistas e convidados.

 

O Estado conversou rapidamente com o diretor, que estava acompanhado de sua comitiva, incluindo o co-roteirista do filme Mark Weisbrot (e co-diretor do Centro para Pesquisa Política e Econômica em WD) e do produtor argentino Fernando Sulichin. "Estou chateado de não poder falar com todos como queria. Mas estou a postos e abro este momento para perguntas. Podem me perguntar o que quiserem", disse o diretor.

 

Diante da relevância de seu documentário para uma nova visão que os Estados Unidos têm da América Latina, Stone afirmou que o "o filme serve também para dizer aos americanos, e ao mundo: 'Olha, estamos aqui, ativos e pensantes! E há outras realidades neste mundo'". Segundo o diretor, foi "por estas e outras questões" que ele fez o filme.

 

Sobre a questão da existência ou não da censura na Venezuela ou se há de fato democracia de informação, Stone disse que "não é que há censura". "Todos os grupos de mídia Venezuela são de fundo privado. Há um outro jogo por trás disso. Acho que as pessoas podem dizer o que querem sim no país", argumentou.

 

Após o rápido debate, Stone seguiu para jantar no Rubayat Faria Lima, acompanhado do produtor Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto, Bruno Barreto, Wilson Feitosa (diretor da distribuidora do filme, Europa Filmes), da produtora Joana Mariani (da Primo Filmes), entre outros. O diretor ficou pouco no local, pois seguiria nesta terça muito cedo para Brasília, onde encontrou pela manhã a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT-RS).

 

Durante a tarde desta terça, Stone segue para a Venezuela. O diretor prometeu tentar voltar ao Brasil na quarta para, finalmente, conversar com a imprensa nacional.

 

O atraso de Stone e sua trupe foi justificado pelo fato de que alguns membros de sua equipe americana estavam com o visto brasileiro vencido. O processo levou horas, mas, por fim, conseguiram entrar no País com autorização condicional.

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