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Oito cenas marcantes de 'A Doce Vida', de Federico Fellini

Longa está de volta aos cinemas em cópia restaurada; confira trailer

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 11h10

Clássico de Federico Fellini, A Doce Vida está de volta aos cinemas em cópia restaurada, 55 anos depois de seu lançamento. 

Confira cinco cenas famosas do longa, que traz no elenco Anita Ekberg e Marcello Mastroianni. 

1)  Na abertura, um helicóptero carrega, atada por cabos, uma estátua do Cristo, que deve ser levada ao Vaticano. A bordo, o repórter sensacionalista Marcello Rubini (Mastroianni) que, ao ver algumas garotas tomando sol na cobertura de um edifício, faz com que o helicóptero se aproxime para pedir o telefone às moças. Sagrado e profano, sob o céu de Roma, numa única sequência, breve e magistral.

2)  A de Anita Ekberg na Fontana di Trevi é quase um ícone do cinema moderno. Não menos marcante é a sequência em que ela obriga, na madrugada romana, Rubini encontrar um litro de leite para alimentar um gato vagabundo que encontrou na rua.

3)  O pai de Marcello vem a Roma e visita o filho. Encontra-o na Via Veneto e Rubini decide levá-lo a uma farra numa boate. Lá, o pai (Annibale Ninchi) vê um show de um palhaço com balões e se engraça pelas moças da casa. A farra termina de maneira patética.

4)  Marcello se encontra com uma aristocrata, Maddalena (Anouk Aimée), com a qual tem sexo ocasional. Eles vão fazer amor na casa de uma modesta prostituta, apenas "pela experiência".

5)  Marcello é recebido na casa de um amigo (Steiner) e fica fascinado pelo ambiente culto e liberal que rola na festa. Steiner é bem casado e pai de dois filhos pequenos. Tudo parece a Rubini um antídoto contra a frivolidade de sua própria vida.

6)  Uma mulher vê-se cercada por fotógrafos e acha que a confundiram com alguma estrela de cinema. Na verdade, ela está sendo clicada na chegada de sua casa, onde o marido se suicidou após matar os filhos.

7)  No final de uma farra de Ano Novo, o grupo de homens e mulheres vai dar uma volta na praia. Deparam-se com um monstro marinho, que os deixa intrigados. O psicanalista Jacques Lacan, que não gostava tanto do filme, adorava esta cena. Achava-se a expressão da irrupção do "Real" para os personagens. Ou seja, na terminologia lacaniana, aquele horror que não pode ser expresso em palavras.

8)  No auge da sua decadência na praia, Marcello percebe à distância uma garota que conhecera tempos atrás, quando tentara, mais uma vez e com nenhum sucesso, dar início ao seu livro. A menina, uma garçonete, tenta chamar a atenção de Marcello e lhe dirige algumas palavras. Mas o rumor da praia não o deixa entender. A câmera se congela sobre o rosto da menina, num dos closes de maior impacto da história do cinema.

 

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