UNIVERSAL PICTURES
UNIVERSAL PICTURES

Octavia Spencer é a protagonista do terror ‘Ma’

Conhecida por filmes como ‘Histórias Cruzadas’, a atriz foi desafiada pelo diretor Tate Taylor no novo longa

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO LOS ANGELES

29 de maio de 2019 | 07h00

Octavia Spencer é, ao mesmo tempo, melhor amiga, atriz preferida e amuleto da sorte para o diretor Tate Taylor. Em 2011, os dois estouraram com Histórias Cruzadas, que concorreu a quatro Oscar, inclusive de melhor filme. Spencer ganhou a estatueta de atriz coadjuvante por sua interpretação de Minny, uma das empregadas negras de famílias brancas no sul da segregação racial no drama dirigido por Taylor. 

O novo projeto dos dois não poderia ser mais diferente: Ma, que estreia nesta quinta-feira, 30, é um thriller de horror em que Spencer interpreta Sue Ann, uma mulher solitária – e assustadora – que acaba fazendo amizade com um grupo de jovens. “É engraçado, como a primeira coisa que as pessoas viram foi Histórias Cruzadas, elas acham que aquele sou eu”, disse Taylor em entrevista ao Estado, em Los Angeles. “Mas eu gosto do macabro, do sombrio, de coisas perversas. Já tinha colocado elementos mais obscuros em James Brown e tinha feito um thriller em A Garota no Trem. Mas queria fazer algo totalmente maluco.”

Quem apresentou o projeto ao cineasta foi o produtor Jason Blum, o homem por trás de Corra! e Vidro, entre outros. Foi perfeito, porque Octavia Spencer também queria fazer algo diferente. “Ela estava muito chateada, porque, embora sua carreira seja incrível, ela estava recebendo ofertas muito parecidas, e nenhuma delas era de personagem principal”, disse Taylor. 

“Mulheres que não são brancas não têm oportunidade de fazer as coisas doidas e bacanas, isso sempre fica com os homens ou mulheres brancos. E eu disse: Vamos mudar isso!.” O diretor sabia da queda da atriz por coisas macabras. “Ela ama estudar serial killers, é fascinada por isso. Seus programas de televisão favoritos são sobre assassinos e investigações.”

Os dois se conheceram em 1995, quando eram assistentes nas filmagens de Tempo de Matar, de Joel Schumacher. “Nós achamos um ao outro e começamos a dar risada. E nunca mais nos separamos”, disse Taylor. Para ele, o fator fundamental é a confiança. “Somos como uma família. Ela confia totalmente em mim, e vice-versa. Ela nunca duvida.” O segredo de trabalharem tão bem juntos é risada e comida, disse Taylor. “Eu cozinho o jantar todas as noites para ela.” O set, acredita, tem de ser alegre. Por isso, procura trabalhar sempre com a mesma equipe, “amigos”, como definiu.

Mas Tate Taylor se interessou pelos temas sérios do roteiro. “Falamos de como tratamos outros seres humanos e a causa e o efeito de como tratamos os outros. E o que significa ser conivente, saber que algo ruim está acontecendo com alguém, mas ter medo de impedir, ou simplesmente ser egoísta. Será que isso torna você tão culpado quanto quem está maltratando aquela pessoa?” 

O diretor contou saber bem o que é sofrer bullying. “Eu sofri bullying por parte do meu padrasto, e, para mim, é o mais cruel, um menino de 10 anos de idade sendo tratado assim por um homem com ciúmes. Isso criou muito ódio e raiva, com que eu tive de lidar.

Mas acho que praticamente todos nós sofremos bullying em algum momento.” Para os próximos trabalhos juntos, Tate Taylor e Octavia Spencer vão apostar em algo mais leve: os dois estão desenvolvendo duas comédias rasgadas. 

Tudo o que sabemos sobre:
Octavia SpencerTate Taylorcinema

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.