'O Último Bandoneón' é painel social do tango argentino

Documentário, focando na história de diversos músicos, traz ritmo musical que até hoje representa a Argentina

Alysson Oliveira, da Reuters,

08 de maio de 2008 | 14h02

O documentário O Último Bandoneón investiga o tango, ritmo musical que até hoje representa a Argentina, focando na história de diversos músicos - uns conhecidos e outros nem tanto.     Veja também: Trailer de 'O Último Bandoneón'   Bandoneón é um tipo específico de acordeão, menor que o comum, geralmente usado para o tango. O longa estréia em São Paulo nesta sexta-feira, 9. Marina Gayoto é uma musicista que toca nas ruas e no metrô de Buenos Aires. Ela participa de um teste para integrar a orquestra de Rodolfo Mederos, um renomado maestro e compositor argentino. Marina é uma boa musicista, mas o seu instrumento é velho demais. Mederos sugere que ela encontre algo melhor. A moça começa sua jornada em busca de um Double A - uma espécie de Stradivarius dos bandoneóns, tamanha a sua qualidade. Mas encontrar um não é nada fácil, uma vez que deixaram de ser produzidos desde o início da Segunda Guerra. A busca de Marina é apenas o princípio de uma jornada pelos sons e histórias do tango. O encontro com músicos de diversas gerações confere a densidade a O Último Bandoneón. Muitos deles vivenciaram a época de ouro do tango, nas décadas de 1930 e 1940. Assim, o diretor Alejandro Saderman traça um painel social e cultural da música e a sua relação com a sociedade argentina. Entre os entrevistados está um grupo de músicos veteranos, Gabriel Clausi, Marcos Madrigal, Luis Masturini, Miguel Mastantuono e Luis Aníbal, que se reúnem todos os finais de semana e homenageiam antigos maestros do tango. Enquanto isso, Marina entra em alguns empreendimentos - como um concerto e performances nas ruas - para conseguir o dinheiro para comprar um Double A que será leiloado e está poderá ser sua grande chance. A principal qualidade de O Último Bandoneón está em lembrar que tão importante quanto a arte musical são os músicos. Por isso, ao combinar música e conteúdo humano, o documentário de Saderman consegue ir além de um mero registro de uma forma de expressão.

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