O terror invade as telas nas estréias da semana

O Amigo Oculto, de John Polson, e a nova versão de O Massacre da Serra Elétrica, que estréiam hoje, vêm somar-se aos outros filmes de terror em cartaz: Jogos Mortais, O Grito, O Filho de Chucky. O Amigo Oculto mostra o que ocorre quando uma menina (Emily, papel de Dakota Fanning), cuja mãe se suicidou, é levada pelo pai (o psiquiatra David Callaway, interpretado por Robert De Nito) para uma casa isolada. Surge um amigo imaginário, Charlie, com quem ela brinca. Hide and seek, esconder e procurar, outra metáfora do terror. Começa uma série de crimes. A garotinha jura que é inocente. Claro que não. Os outdoors espalhados pela cidade pedem para não contar o final, mas se você tem experiência de terror, sabe quem é o assassino. Os outdoors também anunciam que O Massacre da Serra Elétrica se baseia em história real e o filme destaca essa origem encerrando-se como uma reportagem. O filme do estreante Nispel é remake do cult de Tobe Hooper nos anos 1970, feito em parte com a mesma equipe (o diretor de fotografia Daniel Pearl). O Massacre antigo transformou seu diretor em mestre do terror sanguinolento, com serras elétricas e crocodilos que estraçalham as vítimas. O novo, produzido por Michael Bay (de Bad Boys), tem algo do clima mórbido da vida interiorana de Amargo Pesadelo, de John Boorman. O público diverte-se com essas fantasias, até porque sabe que a realidade é sempre mais assustadora. Esbaldar o id no escurinho das salas. O público gosta. E enquanto der dinheiro, Hollywood não vai parar com os rios de hemoglobina na tela.

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