Netflix
Uma das gincanas mortais da série 'Round 6' é a brincadeira infantil 'batatinha 1, 2, 3'.  Netflix

Fascínio de crianças, crítica ao capitalismo e cinema coreano: o que explica sucesso de 'Round 6'

Usando brincadeiras infantis para perpetrar assassinatos em massa, seriado, visto por 111 milhões de pessoas na Netflix, preocupa pais e professores; faixa etária é 16 anos

Camila Tuchlinski e Daniel Fernandes, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2021 | 05h00

A pergunta que muitos pais têm escutado de seus filhos pequenos, ultimamente, é uma variação entre ‘Posso assistir?’ e ‘Todo mundo já viu, só eu não. Por que?’ As perguntas não são novas. São feitas desde sempre por crianças que não entendem a restrição - ou a entendem e querem algo assim mesmo. O que há de novo é o que esses meninos e meninas querem assistir: a série sul-coreana Round 6. Entender os motivos de tanto sucesso - a produção já teve 111 milhões de acessos na Netflix em todo mundo e seu valor estimado é de R$ 5 bilhões - vai além de compreender o desejo das crianças, mas começa precisamente por elas e suas escolas.

A classificação etária da série é 16 anos e o conteúdo chama atenção pela extrema violência. Brincadeiras marcantes da infância de muita gente, como ‘batatinha 1, 2, 3’, ‘cabo de guerra’ e ‘bola de gude’, são usadas para perpetrar assassinatos em massa, por exemplo. Os participantes são submetidos a provas de sobrevivência na série. A estética de cores vibrantes nos cenários de Round 6 e o ar inicialmente inofensivo das gincanas são uma combinação que mexe com a memória afetiva infantil de muitos adultos, mas desperta a curiosidade dos pequeninos.

“A sonoridade das brincadeiras, o aspecto lúdico, as imagens infantis, tudo isso tem um apelo grande com o público infantil. E, sendo brincadeiras menos frequentes entre as gerações atuais, desperta a curiosidade de como funcionam, atraindo ainda mais a atenção das crianças. Assuntos como ‘bolinhas de gude’ voltaram a ser tema entre as crianças com quem convivo”, afirma a psicóloga infantil Tauane Gehm, doutora em Psicologia.



Diante de cada vez mais sucesso - e acessos -, as escolas se movimentaram. No Rio de Janeiro, a Escola Aladdin emitiu nota comunicando aos pais sobre a 'obsessão' dos jovens pela série e advertindo que alguns estavam fazendo brincadeiras com alusão ao assassinato de personagens. Em São Paulo, o tradicional colégio Dante Alighieri também se posicionou. “Quando esse assunto começa a vir para cá, a gente precisa repactuar o olhar que família e escola têm juntas. Na época da Baleia Azul, a gente também fez um alerta”, pontuou a diretora geral educacional do Dante, Valdenice Cerqueira, em entrevista ao Estadão. A relação com a Baleia Azul não aparece por acaso. O fenômeno também era um jogo aparentemente inocente, que também envolvia uma série de tarefas que seus participantes precisavam cumprir… e que poderia levar à morte real ou virtual.

Em Minas Gerais, na cidade de Poços de Caldas, a professora de Artes Andréa Dalva Ribeiro Campos, que trabalha no Colégio Municipal Dr José Vargas de Souza, percebeu o alvoroço dos alunos em relação à Round 6 e viu uma oportunidade de abordar o assunto em sala de aula. “Eles falavam da série como se fosse legal e natural as pessoas se matarem por causa do dinheiro. A sensação que eu tive é que eles acharam bacana a crueldade colocada nos episódios. Fiquei muito mais espantada depois que eu mesma vi, senti a necessidade de falar com eles o lado negativo, e da importância de se assistir a programas com a classificação indicativa para a idade”, avalia a professora. Andréa particularmente gostou da série. “Achei uma crítica interessante ao capitalismo, mas para crianças de 11 anos é totalmente inviável devido ao grau de crueldade, não só física, mas psicológica também”, ressaltou.


 

 

Crítica ao capitalismo

O fenômeno Round 6 - para além do fascínio das crianças - deriva do que muitos consideram uma crítica ao capitalismo. E apesar das críticas serem à Coréia, essas desigualdades são mais ou menos parecidas ao redor do mundo atualmente. E elas foram aumentadas por conta da pandemia. No Brasil, por exemplo, o Índice de Gini, usado para medir a desigualdade de renda, estava em 0,642 no primeiro trimestre de 2020. No fim do ano, estava em 0,669 e no trimestre inicial de 2021 atingiu 0,674 (é o ponto mais alto da série). Lembrando que o índice oscila entre 0 e 1. “A tendência crescente de priorizar os benefícios sobre o bem-estar do indivíduo” é “um fenômeno que vemos nas sociedades capitalistas de todo mundo”, disse à AFP Sharon Yoon, professor de Estudos Coreanos na Universidade Notre-Dame.

“Eu quis escrever uma estória que fosse uma alegoria ou fábula sobre a sociedade capitalista moderna, algo que retratasse uma competição extrema, como a extrema competitividade da vida”, disse o diretor da série, Hwang Dong-hyuk, à revista americana Variety.

O mesmo cuidado que teve Luciana Aparecida de Moraes Cunha Correa para a filha de apenas 11 anos que, claro, está louca para ver a série. Ao receber a negativa, claro que a menina retrucou: “Ah, mãe, minhas amigas assistiram. Na minha sala, só eu que ainda não vi”. Manuela explica o que a faz querer ver Round 6: "Eu fiquei interessada porque estava todo mundo falando nisso, estava no 'top 1' das séries mais vistas no Brasil. E também porque vi diversos memes no Instagram da 'batatinha frita 1, 2, 3', daí fiquei curiosa".


 

 

O cinema sul-coreano

O sucesso de Round 6 é o mais recente capítulo da escalada do audio visual sul-coreano mundo. Se a série da Netflix é o seu capítulo mais popular, o mais importante foi Parasita, que venceu nada menos que o Oscar de melhor filme, diretor, filme estrangeiro, roteiro original, direção de arte e montagem. Todos no ano passado. Aqui, o principal ponto de intersecção entre as duas produções: a desigualdade social. Se os jogos mortais de Round 6 são vividos por desempregados em busca de um prêmio milionário, em Parasita uma família mostra as amplas desigualdades da sociedade sul-coreana. “Todos esses prêmios contemplam uma obra que, desde a vitória com a Palma de Ouro em Cannes, no ano passado, tem sido tema de admiração e polêmica. Realizado com precisão absoluta – a ponto de a Academia ter ignorado o portentoso plano-sequência, mesmo que não seja um só, de 1917 –, o filme também segue uma tendência expressa no brasileiro Bacurau, no francês Les Misérables e no norte-americano Coringa – a revolta dos excluídos face às desigualdades do mundo”, escreveu, no Estadão, o crítico de cinema Luiz Carlos Merten.



Com tanta polêmica envolvida, Round 6 já é o maior lançamento de série original da Netflix. Até meados de outubro, foram 111 milhões de acessos em todo o mundo, segundo a plataforma. O valor é estimado em US$ 900 milhões, o equivalente a quase R$ 5 bilhões, na cotação atual, de acordo com a Bloomberg News, que cita números de um documento interno da companhia. 

Os lucros do mundo real são incongruentes com as misérias vividas pelos personagens da série, que passam por provas de sobrevivência em busca de dinheiro para pagar suas dívidas. São 456 pessoas desempregadas, em desespero financeiro, para ganhar um prêmio de US$ 38 milhões.

Será que a polêmica voltará para uma segunda temporada?



 

Consequências psicológicas para crianças e adolescente

A reportagem do Estadão conversou com a doutora em Psicologia Tauane Ghem, especialista em Psicologia do Desenvolvimento, para entender o impacto dos conteúdos violentos na vida emocional das crianças.

 

1 - Qual o impacto psicológico para as crianças que assistem a filmes e séries com conteúdos violentos?

Uma das reações mais frequentes que vemos a curto prazo é um aumento da ansiedade, que pode se manifestar por meio de pesadelos, flashbacks, medos variados sobretudo relacionados ao conteúdo da violência. Por exemplo, ao ver uma cena de morte por assalto, algumas crianças podem ficar com medo de sair na rua ou de que seus pais saiam na rua e sofram um assalto. A longo prazo, uma das coisas que mais preocupam é a banalização da violência. Quando exposta continuamente a cenas de violência, a criança pode passar por um processo de dessensibilização e, em algumas situações, inclusive pode começar a considerá-la algo normal da vida. 

Embora façamos muitos estudos sobre como, em média, as crianças reagem a determinadas coisas, é preciso lembrar que cada criança é uma e, na prática, as reações a conteúdos de violência também serão singulares. Isso pode ser um alívio se pensarmos “com meu filho, então, será diferente”. Por outro lado, tendo em vista justamente essa singularidade, não temos como ter controle sobre quais são as relações que a criança vai estabelecer a partir daquele conteúdo.

 

2 - Qual orientação poderíamos dar aos pais e professores? Se uma criança fala que quer assistir a essa série, como argumentar para além do 'porque não pode'?

Muitas vezes, ficamos presos apenas ao conteúdo do pedido da criança – por exemplo, “está todo mundo assistindo, por que só eu que não posso?”. Ou seja, respondemos diretamente à pergunta, justificando, por exemplo, com argumentos racionais como o fato de ter conteúdos impróprios para a idade dela, ou dizendo coisas como “você não é todo mundo”. Porém, com frequência, esse tipo de justificativa ‘entra por um ouvido’ da criança ‘e sai pelo outro’. 

Uma alternativa que frequentemente funciona mais é atentarmos para quais questões estão por trás de “está todo mundo assistindo, só eu não posso”. Como será que essa criança está se sentindo com todos falando da série, menos ela? Será que ela está se sentindo excluída por isso? Será que ela se sente suficientemente querida pelos pares a ponto de não precisar assistir ao que todo mundo está assistindo? O que será que os amigos falam sobre crianças que não viram a série? Será que essa criança está conseguindo se inserir nos momentos em que os colegas estão brincando com coisas como imitar os personagens do Round 6? Estar atento a questões como essas e abrir o diálogo a respeito dá aos pais e professores uma excelente oportunidade de, não só entender pelo que a criança está passando e empatizar com seus sentimentos, como também de trabalhar com ela repertórios para lidar com essas situações. Tais repertórios geralmente são importantes para a vida, sobretudo quando envolvem o desenvolvimento de habilidades sociais, transcendendo a questão mais simples de ver a série ou não.

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Série coreana 'Round 6', da Netflix, traz jogo de sobrevivência de alto risco

Programa está entre o mais vistos do serviço de streaming e foi comparado ao filme 'Parasita'

Youkyung Lee, The Washington Post

27 de setembro de 2021 | 08h34

O mais recente sucesso do mundo do entretenimento coreano, Round 6, mostra centenas de apostadores com dinheiro em caixa que aceitam um convite bizarro para competir em jogos infantis. Por dentro, um prêmio tentador espera com um jogo de sobrevivência de alto risco que tem um prêmio de US$ 40 milhões em jogo. 

A série também está se mostrando popular entre os investidores, que estão abocanhando ações de pelo menos duas empresas relacionadas à série de suspense. 

Um jogo de sobrevivência dramatizado na linha de Jogos Vorazes, o programa atualmente lidera o ranking global da Netflix e é o primeiro drama coreano a reivindicar o primeiro lugar nos Estados Unidos no serviço, de acordo com dados da empresa de classificação de streaming FlixPatrol. 

O Bucket Studio, que detém uma participação na agência que representa o ator principal do Round 6, Lee Jung-Jae, cresceu mais de 70% nas últimas três sessões de negociação. A Showbox Corp. - cujo antecessor havia investido na Siren Pictures, a produtora privada do programa - saltou mais de 50% na semana passada, antes de cair na segunda-feira.

A Netflix realizou, no sábado, 25, seu primeiro Global Fan Event com uma prévia de seus próximos filmes e programas de TV. Foi uma oportunidade de provar o que o conteúdo precisa para gerar um aumento no número de novos usuários, mesmo enquanto a batalha pelos espectadores e suas carteiras aumenta.

Assista ao trailer:

Round 6 mostra um grupo de pessoas com enormes dívidas participando de uma série de jogos mortais para ganhar prêmios em dinheiro. Sua descrição da batalha entre ricos e pobres também atraiu comparações com a comédia vencedora do Oscar Parasita.

O Studio Dragon Corp., cuja série Hometown Cha-Cha-Cha está classificada em sétimo lugar no Netflix mundial, de acordo com o FlixPatrol, subiu 5,2%, seu maior ganho diário em seis meses. As empresas coreanas podem produzir "dramas e filmes altamente populares que podem representar uma séria ameaça competitiva para as potências de Hollywood", disse Kim. "Round 6 é um bom exemplo disso", disse ele.

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'Round 6': Sucesso vem do interesse pela Coreia do Sul, temas e crítica aos males do capitalismo

Distopia da Netflix conhecida no mundo como 'Squid Game' tem trama afiada, alegoria social e cenas de violência

Redação, AFP

12 de outubro de 2021 | 08h08

Trama afiada, alegoria social e cenas de violência contundente são os ingredientes do sucesso de Round 6, a distópica série da Netflix que se tornou o mais recente fenômeno global a surgir da Coreia do Sul.

Assim como em Parasita, que em 2020 se tornou a primeira produção não inglesa a ganhar o Oscar de melhor filme, seus protagonistas são das camadas mais marginalizadas da sociedade.

Pessoas se afundando em dívidas, um precário trabalhador imigrante, ou uma desertora da Coreia do Norte competem em jogos infantis para ganhar 45,6 bilhões de won (US$ 38 milhões). Se perderem, pagam com a vida. 

O roteiro de Round 6 é um sucesso no mundo todo.

Poucos dias depois de sua estreia no mês passado, o presidente-executivo da Netflix afirmou que "é muito provável que se torne seu maior produto até hoje". 

Escrita e dirigida por Hwang Dong-hyuk, a série confirma a crescente influência da cultura popular sul-coreana, com fenômenos mundiais como o grupo K-pop BTS, ou o próprio Parasita, do cineasta Bong Joon-ho.

Para os críticos, além da origem da produção, a explicação para seu sucesso está nos temas abordados e em sua crítica aos males do capitalismo, universais, especialmente com uma pandemia que aumentou a desigualdade. 

"A tendência crescente de priorizar os benefícios sobre o bem-estar do indivíduo" é "um fenômeno que vemos nas sociedades capitalistas de todo mundo", disse à AFP Sharon Yoon, professor de Estudos Coreanos na Universidade Notre-Dame, nos Estados Unidos.

Em fevereiro, a Netflix anunciou planos de investir US$ 500 milhões somente neste ano em séries e filmes produzidos na Coreia do Sul.

"Nos últimos dois anos, vimos o mundo se apaixonar pelo incrível conteúdo coreano, feito na Coreia", disse o codiretor-executivo da plataforma Ted Sarandos.

"Nosso compromisso com a Coreia é forte. Continuaremos investindo e colaborando com narradores coreanos em um ampla gama de gêneros e de formatos", acrescentou. 

A história do país está repleta de guerras, pobreza e governos autoritários, temas e fenômenos diante dos quais seus seus artistas responderam explorando o poder, a violência e as questões sociais. Isso criou uma cena cultural vibrante que, em diferentes formatos, atingiu um amplo público internacional. 

No início, os dramas coreanos eram muito populares nas televisões asiáticas. Depois, seu cinema foi premiado em vários festivais europeus, e grupos de K-pop ganharam fãs no mundo inteiro.

A coroação veio com o Oscar de Parasita, uma ácida crítica sobre a desigualdade entre ricos e pobres que explora o lado sombrio da 12ª economia mundial.

Round 6 é 'sangrenta, estranha e difícil'

O diretor de Round 6, Hwang Dong-hyuk, terminou seu roteiro há uma década, mas as produtoras se recusaram a apostar em uma história que consideravam "muito sangrenta, estranha e difícil".

Seus trabalhos anteriores trataram de questões como abuso sexual, adoção internacional, ou deficiência - todos eles inspirados livremente em fatos.

Sua primeira produção para a televisão inclui referências a experiências coletivas traumáticas que ficaram gravadas na memória do país, como a crise financeira asiática de 1997, ou as demissões de 2009 da montadora Ssangyong Motor.

"A Coreia do Sul se tornou uma sociedade muito desigual de forma relativamente rápida e recente, nas últimas duas décadas", disse à AFP Vladimir Tijonov, professor de Estudos Coreanos na Universidade de Oslo, na Noruega.

A mobilidade social se tornou "muito menos possível" agora do que era em 1997, e "o trauma da crescente desigualdade (...) transborda para as telas", diz ele.

A Netflix oferece a série em versão dublada e legendada em vários idiomas, expandindo seu público potencial.

Brian Hu, professor de cinema da Universidade de San Diego (EUA), comenta que o fato de ser um sucesso em quase 100 países mostra que não foi feita apenas para um público ocidental.

"O público ocidental associou, em grande medida, produções estrangeiras com descrições da pobreza, e isso se tornou uma forma de menosprezar o resto do mundo", disse ele à AFP.

"O que é único em Parasita e Round 6 é que, embora mostrem pobreza e desigualdade de classes, fazem isso de uma forma que realça a modernidade técnica e cinematográfica da Coreia", completou.

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'Round 6' tem valor estimado em cerca de R$ 5 bilhões, diz Bloomberg

Série custou R$ 115 milhões para ser produzida e quebrou recordes

Reuters, Agências

17 de outubro de 2021 | 15h09

Round 6, o maior lançamento de série original da Netflix, está estimado em quase US$ 900 milhões (o equivalente a mais de R$ 4,9 bilhões, na cotação atual) pela gigante do streaming, informou a Bloomberg News, citando números de um documento interno da companhia.

O thriller de nove episódios, no qual competidores sem dinheiro jogam jogos infantis com consequências mortais em uma tentativa de ganhar 45,6 bilhões de wons (cerca de US$ 39 milhões ou R$ 213 milhões), se tornou um sucesso internacional depois de ser lançado no mês passado.

Em comparação com seu valor líquido estimado, a série custou US$ 21,4 milhões (cerca de R$ 115 milhões) para ser produzida, disse a Bloomberg. De acordo com o documento, cerca de 132 milhões de usuários assistiram a pelo menos dois minutos do programa nos primeiros 23 dias, quebrando o recorde estabelecido pelo drama do Reino Unido Bridgerton, que foi transmitido a 82 milhões de contas nos primeiros 28 dias.

A Netflix estimou que 89% das pessoas que começaram a ver Round 6 assistiram a mais de um episódio, disse a Bloomberg, e 66% dos telespectadores terminaram de assistir a série nos primeiros 23 dias.

 

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