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O oscarizado Ang Lee quer 'emocionar' com o seu novo filme 'A Longa Caminhada de Billy Lynn'

O longa que fracassou nas bilheterias americanas e foi lançado diretamente em DVD no Brasil, narra a Guerra do Iraque pelo olhar de um jovem soldado

Paula Baena Velasco, EFE

26 Janeiro 2017 | 12h27

O diretor tailandês Ang Lee, três vezes vencedor do Oscar, quer “emocionar” com seu novo filme A Longa Caminhada de Billy Lynn (Billy Lynn`s Long Halftime Walk), um drama sobre um jovem soldado americano, transformado em herói nacional, depois que sua performance na Guerra do Iraque vai parar na internet.

Em Londres, o cineasta disse a agência EFE, que não precisa que o seu filme inteiro “seja bom”, mas que em alguns momentos “emocione” e se “conecte” com o expectador. O filme que estreia hoje, 26, na Espanha (no Brasi foi lançado diretamente em DVD), se baseia no livro Billy Lynn`s Long Halftime Walk, do escritor Ben Fountain, que apesar de ter “fascinado”Ang Lee, ele achou que seria inicialmente difícil adaptá-lo, porque a narrativa é norteada pelos pensamentos do jovem soldado, o protagonista da história.

Billy Lynn (Joe Alwyn) é um soldado de 19 anos que tenta sobreviver com seus companheiros de batalhão aos conflitos intensos da Guerra do Iraque. Em um desses combates, as imagens gravadas vão parar na internet, que viraliza, tornando-os em heróis da noite para o dia.

De volta aos Estados Unidos, eles são recebidos como heróis, e são obrigados a desfilar por todo país. O filme mostra o último dia da turnê de homenagens aos soldados, que acontece no grande show em um estádio de futebol no Texas, mas é repleto de flashbacks no campo de batalha.

O diretor disse que o que mais lhe chamou atenção no livro de Fountain foram dois elementos: De um lado a Guerra do Iraque e do outro o contraste com a celebração pródiga do “Made in America”, organizada para os soldados.

“De um lado, é a realidade, a guerra, e do outro, é a celebração, que tão pouco tem a ver com o conflito real”, afirmou o diretor. Embora o filme retrate a Guerra do Iraque, Lee falou que “nada tem a dizer a respeito” do conflito que causou tanta controvérsia. “Todos nós concordamos que a guerra é ruim, não tem como discordar disso”. Para Lee o que interessa é “a história humana”, que existe por trás desse conflito.

A Longa Jornada de Billy Lynn é o primeiro filme rodado originalmente em 120 quadros por segundo, em 3D, com resolução digital 4K, uma nova tecnologia que Lee se atreveu a explorar, porque queria tornar o filme uma “experiência mais real”.

“É uma nova forma de arte, uma nova linguagem, que torna o filme mais atraente”, falou, para depois concluir que ficou “muito feliz com o resultado alcançado”.

Lee ganhou duas vezes o Oscar de direção, em 2005, por O Segredo de Brokeback Mountain, e em 2003, por As Aventuras de Pi, mas já tinha uma estatueta dourada por O Tigre e o Dragão, melhor filme estrangeiro em 2000.

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