COLUMBIA PICTURES
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O objetivo de 'MIB 4' é mesmo divertir, e isso o longa cumpre, e bem

Filme possui diálogos afiados e uma trama atualizada sobre as mudanças comportamentais e o papel da mulher na indústria do entretenimento

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 03h00

Se lhe interessa saber, Men in Black, MIB – Homens de Preto 3, já chegou à fase de liquidação e o DVD pode ser adquirido por apenas R$ 9,90 em lojas especializadas.

Os três primeiros filmes, todos realizados por Barry Sonnenfeld e interpretados por Tommy Lee Jones e Will Smith, foram feitos em 1997, 2002 e 2012. 

Sete anos depois, quando a franquia parecia esgotada, MIB – Homens de Preto ganha nova vida, novo elenco e o acréscimo de ‘Internacional’ no título. Em quase todo o mundo, e principalmente nos EUA, a crítica caiu matando. Devem estar loucos (os críticos). 

MIB 4 nutre-se (muito) da dinâmica da dupla Tessa Thompson/Chris Hemsworth, possui diálogos afiados, uma trama atualizada sobre as mudanças comportamentais e o papel da mulher na indústria do entretenimento e na sociedade.

A ressalva do entretenimento faz todo sentido, porque, apesar das referências a temas da maior atualidade – as mulheres, e o destaque que M/Tessa ganha na MIB, e na boa vida do bon vivant H/Hemsworth –, o objetivo é mesmo divertir, e isso o longa de F. Gary Gray cumpre, e bem. Ação, humor, efeitos, doses delirantes de fantasia e até – sim! – romance. 

Tudo começa e termina em Paris, na Torre Eiffel, onde – ficamos sabendo – o engenheiro Gustave Eiffel, chamado a construir o monumento que seria o marco da Exposição Universal de 1889, exatamente um século após a Revolução Francesa, abriu um portal para a entrada de alienígenas na Terra.

Na trama do filme, coincidentemente com a chegada da novata M à sede da MIB em Londres, ficamos sabendo que há um traidor na agência, e uma certa arma letal pode estar sendo negociada para fora da Terra, para abrir rombos no universo, para outros mundos. Entenderam? Não importa. 

O diretor Gray e seus roteiristas – Art Marcum e Matt Holloway – absorveram uma lição clássica do mestre do suspense, o McGuffin, que movia narrativas inteiras nos filmes de Alfred Hitchcock e, no final, era o que menos importava. O decisivo sempre foram as descobertas dos personagens. 

Dessa vez, além da já assinalada química entre Tessa e Hemsworth, é preciso destacar a participação de Emma Thompson e uma graça de alien(zinho), o pequenino Rowdy. E ah, sim, a frase-chave. “O universo nos leva aos lugares onde devemos estar.” Você vai adorar.

 

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