O look desalinhado de Russell Crowe como Robin Hood

O herói que tira dos ricos para dar aos pobres chega às telas na sexta-feira, com direção de Ridley Scott

10 de maio de 2010 | 17h23

Russell Crowe, como Robin Wood. Foto: Divulgação

 

LOS ANGELES (AP) - A mais recente versão de Robin Hood do diretor Ridley Scott dá uma guinada ao personagem ao mostrar um Russell Crowe como um sujeito com pose de charlatão chamado Robin Longstride, um soldado da infantaria rebelde e desalinhado que volta das Cruzadas.

 

Arqueiro hábil e leal ao rei Ricardo Coração de Leão, o Robin de Crowe volta para a Inglaterra tão desbaratado, que quando recebe um convite para jantar pedem a ele que tome um banho antes de ir.

 

É um grande contraste com o alegre bandido do Bosque de Sherwood interpretado por Errol Flynn em 1938. O Robin de Flynn se veste como um dândi com calça verde e túnica bordada com lantejoulas, além de uma pluma no chapéu. Crowe e Scott no estavam interessados em perpetuar esse sentido de moda estereotipado, e deram a ele um estilo mais autêntico e ligado a um drama de época do final do século 12 e início do século 13, para explicar como surgiu a lenda de um Robin Hood que rouba dos ricos para dar aos pobres.

 

"É um sujeito que vivia, não um sujeito que anda com pluma no chapéu. Nunca gostei desse Robin Hood. Não acreditava nele", disse Scott. "O filme começa a construir o processo de como Robin se Converte em Robin Hood".

Herói é adaptado para o cinema há um século. Foto: Divulgação

 

Robin Hood inaugura nesta quarta, 12, o Festival de Cinema de Cannes, ao mesmo tempo em que estreia na França. O filme vai entrar em cartaz em seguida em vários países do mundo. Estreia aqui no Brasil e nos Estados Unidos, na sexta-feira.

 

Estão no elenco Cate Blanchett como Lady Marian, mais princesaguerreira que a donzela de filmes passados, como a Olivia de Havilland no de Flynn.

 

Dezenas de filmes e programas de TV voltam à história de Robin Hood. A primeira é da época do cinema mudo, há um século. Douglas Fairbanks protagonizou o épico de 1922, um sucesso de bilheteria e cuja atuação acrobática o converteu no espadachim de Flynn 16 anos depois.

 

"Flynn é para Robin Hood o que Sean Connery é para James Bond', disse Allen W. Wright, um fã do herói.

 

Kevin Costner assumiu o sucesso de bilheteria de 1991, com Robin Hood, Príncipe dos Ladrões, interpretando o personagem como um bonitão sensível da nova era. Depois, veio Mell Brooks com As Loucas Aventuras de Robin Hood, em 1993.

 

Todas as versões diferem em detalhes, mas mantém os aspectos principais. Como muitas histórias de Robin Hood, o novo relato de Crowe e Scott se encontra na era do rei Ricardo e seu irmão, o príncipe Juan. Mostra a volta de Robin a uma Inglaterra quebrada pelas "aventuras estrangeiras", os cidadãos cansados dos altos impostos e os líderes maquinando como se beneficiar a custa dos mais pobres.

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