Fabrizio Bensch/Reuters
Fabrizio Bensch/Reuters

'O Hobbit' será filmado na Nova Zelândia

Após crise com sindicatos locais, é confirmada a produção da seguência inicial de 'O Senhor dos Anéis'

AP

27 de outubro de 2010 | 15h31

Os dois filmes sobre O Hobbit, dirigidos por Peter Jackson, serão filmados na Nova Zelândia como estava previsto originalmente, disse nesta quarta, 27, o primeiro-ministro John Key, após dois dias de negociações com executivos dos estúdios de Hollywood.

 

Executivos da Warner Bros. e da New Line Cinema fecharam um acordo por meio do qual as mudanças nos contratos trabalhistas vão oferecer isenções fiscais para manter o projeto que envolve o investimento de US$ 500 milhões na Nova Zelândia.

 

Os estúdios haviam advertido que mudariam a produção para outro país se tivessem que se submeter às reivindicações sindicais sobre a contratação dos atores locais.

 

A disputa virou um assunto nacional na Nova Zelândia, onde as indústrias de turismo e cinema receberam um grande impulso quando Peter Jackson filmou no país a trilogia de O Senhor dos Anéis, filme ganhador de 11 estatuetas na cerimônia do Oscar de 2004, inclusive o prêmio máximo de Melhor Filme. Centenas de pessoas fizeram passeatas em várias cidades na segunda-feira, a favor da realização do filme no país.

 

O Hobbit é uma história que antecede a de O Senhor dos Anéis, também escrita pelo autor britânico J.R.R. Tolkien, e foi publicado em 21 de setembro de 1937.

 

Key disse que o acordo inclui isenção fiscal adicional de US$ 15 milhões para os estúdios, além dos US$ 45 milhões que já havia prometido ao governo.

 

Uma mudança na lei trabalhista que será levada ao Parlamento na quinta "para assegurar que a lei da Nova Zelândia nesta área se ajuste para dar às produtoras como a Warner Bros. a confiança de que necessitam para produzir seus filmes no país", disse.

 

A mudança, que só se aplica à indústria cinematográfica, garante que atores e outros serão contratados por obra (não como empregados fixos), um método normalmente usado pelas produtoras. O sindicato queria que os atores locais e outros trabalhadores fossem empregados com contratos sindicais.

 

A crise em torno da produção dos dois filmes começou quando o sindicato Actors' Equity da Nueva Zelândia incitou um boicote internacional às filmagens de O Hobbit, no mês passado, quando o diretor Peter Jackson se negou a conversar sobre os salários e as condições de trabalho dos atores locais.

 

O Sindicato de Atores de Cinema dos EUA (SAG) e o da Grã Bretanha, se uniram ao boicote. Mas, na semana passada, o Actors' Equity retirou o pedido de boicote e prometei não voltar a interromper a produção.

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