Marvin Joseph/ Washington Post
Marvin Joseph/ Washington Post

‘O filme é uma boa folga do Brexit’, diz criador de 'Downton Abbey'

Julian Fellowes, pai da família aristocrata mais famosa da televisão britânica, também contou que não acreditava no potencial da série em virar filme

Entrevista com

Julian Fellowes

Mariane Morisawa, Especial para O Estado

20 de outubro de 2019 | 07h00

Em um retorno triunfal, agora para o cinema, Downton Abbey voltou em formato de longa-metragem para fazer a alegria dos fãs, que achavam que a série tinha acabado rápido demais. Com três Globos de Ouro e 15 prêmios Emmy, dá para imaginar que o novo filme também vai seguir pelo mesmo caminho - mesmo que esta não tenha sido exatamente a ideia inicial. Quem falou sobre as expectativas da nova produção foi Julian Fellowes, criador de Downton Abbey, durante entrevista exclusiva que concedeu ao Estado, em Londres, na Inglaterra.


Mariane Morisawa - Acha que o filme de alguma forma absorveu a situação política calamitosa da Grã-Bretanha no momento?

Julian Fellowes - O filme oferece uma boa folga de duas horas do Brexit. É nosso principal atrativo! 


Desde sempre tiveram ideia de fazer o filme? 

Eu não acreditava no filme. Gareth Neame (o produtor) era muito mais crente. E foi muito difícil reunir todo os atores, porque todos são estrelas agora. 


Vê alguma possibilidade de filmes futuros chegarem até a Segunda Guerra Mundial?

Com a série e o filme, cobrimos de 1912 a 1927, no espaço de dez anos. Então não há muita diferença entre o tempo real e o tempo de Downton Abbey. Não acredito em talco no cabelo. Se você faz os personagens envelhecerem muitos anos, perde a credibilidade. Prefiro que as coisas caminhem devagar. Não saltaria 20 anos no tempo.

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.