"O Filho do Máskara" é diversão para crianças

Onze anos depois de o estouro de O Máskara, de Chuck Russell, que faturou, só nos EUA, US$ 110 milhões, e revelou Jim Carrey, a seqüência chega aos cinemas, sem Cameron Diaz, Carrey Carrey ou Russel. O título do longa serve de advertência: O Filho do Máskara é coisa de crianças. Por isso mesmo, a PlayArte, que distribuiu o original e distribui agora a continuação, lança O Filho do Máskara somente em cópias dubladas. É a história de Tim Abery, homenagem a Tex Avery, lendário animador. Tim é um cartunista amador que vive sonhando com uma grande carreira. A chance lhe surge quando surge uma máscara que ele veste e... Vira um fenômeno. Ganha tudo aquilo com que só sonhava, incluindo talento e criatividade. Tempos mais tarde, Tim tem um bebê e ele é endiabrado demais para tão tenra idade. É o menor dos problemas do herói. Surge o vilão Loki, que veio recuperar sua máscara. E aumentam as confusões. Lawrence Guterman é o diretor. Ele não tem a ambição de Chuck Russell, que, no original, não precisava de um vilão externo, já que a grande briga do personagem de Jim Carrey era consigo mesmo e com a persona que a máscara liberava.Loki, dublado pelo roqueiro Supla, é uma peste e o diretor incrementa a história com citações a personagens e situações de desenhos famosos e, principalmente, com cores berrantes e um ritmo frenético que fazem a delícia da garotada. Ver O Filho do Máskara numa sessão para crianças é uma experiência e tanto. Você vai ver como elas se divertem (com o bebê e o cachorro). Por tabela, vai acabar divertindo-se, também.

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