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'O Esquadrão Suicida' busca redenção para seu diretor e supervilões da DC

James Gunn revela adoração por anti-heróis, em filme que estreia nesta quinta, 5

Andrew Marszal, AFP

05 de agosto de 2021 | 07h57

Quando James Gunn foi convidado para dirigir um novo filme de super-heróis para a DC, ao invés de ícones como Superman, Batman ou Mulher Maravilha, o cineasta optou pelo grupo de vilões conhecido como O Esquadrão Suicida.

Gunn traz figuras conhecidas como Harley Quinn, interpretada por Margot Robbie, nesta espécie de continuação da produção homônima de 2016 que uniu anti-heróis que buscavam reduzir suas sentenças de prisão em missões mortais do governo dos Estados Unidos.

Mas o diretor apresenta neste novo filme novos personagens como o Polka-Dot Man (Homem das Bolinhas ou Bolinha no Brasil).

“Pegar um personagem como este e colocar meu coração nele foi divertido para mim”, disse o diretor em recente evento virtual com a imprensa para divulgar o filme que estreia nesta quinta-feira, 5, no Brasil.

A maneira de Gunn definir seu grupo de anti-heróis a princípio levantou dúvidas entre alguns executivos da Warner Bros.  

Mas o sucesso do primeiro filme sugere que mergulhar no mundo dos quadrinhos para encontrar personagens menos famosos não é ruim.

O Esquadrão Suicida original superou as críticas pouco entusiasmadas ao arrecadar quase US$ 750 milhões em bilheteria em todo o mundo.

Como na primeira produção, O Esquadrão Suicida tem sua cota de atores famosos.

Will Smith e Jared Leto não voltaram ao elenco. Mas estão presentes nomes como John Cena, Idris Elba e Sylvester Stallone, que dá voz a Tubarão-Rei (King Shark), metade homem, metade tubarão.

Para Elba, que interpreta Bloodsport, "um personagem que não tinha uma personalidade definida", os atores ganharam mais liberdade.

A produção assume riscos mas também aposta na redenção de seu diretor.

Gunn, o roteirista e diretor cult que escreveu a versão de 2004 para Zack Snyder de Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead), esteve à frente do sucesso da Marvel Guardiões da Galáxia(Guardians of the Galaxy).

Mas ele foi demitido em 2018 pela Disney, a empresa-matriz, quando surgiram antigos tuítes, nos quais ele fazia piadas sobre temas como Holocausto, estupro e aids.

Warner procurou Gunn para trabalhar nos filmes de super-heróis da DC, concorrente da Marvel.

Depois de se desculpar e receber o apoio de outros colegas de Hollywood, como Chris Pratt, Gunn está de volta à Marvel e deve dirigir também a terceira parte de Guardiões da Galáxia, prevista para 2023.

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