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'O Discurso do Rei' e 'A Rede Social' lideram apostas no Oscar

'The Hollywood Reporter' aponta os prováveis vencedores nas categorias principais

Reuters

24 de fevereiro de 2011 | 15h05

Quem levará estatuetas de Oscar para casa no domingo? Baseando-se em informações dos bastidores, o The Hollywood Reporter apontou os prováveis vencedores nas categorias principais.  

MELHOR FILME - O Discurso do Rei

Três fatores favorecem o filme da Weinstein Co. em detrimento de seu único concorrente sério, A Rede Social.

Precedente

Discurso do Rei foi premiado pelos sindicatos de produtores, diretores e atores. É verdade que perdeu para A Rede Social nos Globos de Ouro, mas o Globo de Ouro já deixou de ser um indicador confiável dos filmes que serão vencedores no Oscar.

Idade dos eleitores

A média de idade dos membros da Academia é 57 anos, o que significa que é muito mais provável que se identifiquem com os heróis de meia-idade de Discurso do Rei do que com o elenco jovem de A Rede Social.

 

 

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O sistema de votação

Na disputa pelo Oscar de melhor filme, os eleitores catalogam os dez filmes indicados na ordem de preferência deles; se nenhum filme recebe mais de 50 por cento dos votos para primeiro lugar, os trabalhos que receberam menos votos são eliminados, e seus votos são transferidos. Assim, é importante ficar em segundo e terceiro lugar em muitas cédulas, e não apenas ser o número 1. Ser apreciado por muitos conta mais do que ser profundamente admirado. E muitos eleitores gostam realmente de Discurso do Rei.

ATOR - Colin Firth, O Discurso do Rei

Um ano depois de perder para Jeff Bridges (Firth era candidato por Direito de Amar, e Bridges por Coração Louco), os dois voltam a enfrentar-se. Desta vez Firth é uma aposta certeira. Ele conquistou todos os prêmios principais até agora, e é pouco provável que perca quando o envelope do Oscar for aberto. Entre os outros indicados, Javier Bardem está sombrio demais em Biutiful; Jesse Eisenberg, jovem demais em A Rede Social, e as ações de James Franco em 127 Horas são simplesmente horripilantes demais.

ATRIZ - Natalie Portman, Cisne Negro

Muitas pessoas bem informadas acham que Annette Bening vai vencer por Minhas Mães e Meu Pai, graças ao apoio dos eleitores mais velhos da Academia. Ela será beneficiada pelo fato de participar do conselho da Academia, pelo respeito suscitado pelo conjunto de seu trabalho e a solidariedade que suscita por ter perdido três vezes antes. Mas outras veteranas já perderam para rostos mais novos: quem não se lembra da vitória de Marion Cotillard sobre Julie Christie em 2008 e de Juliette Binoche sobre Lauren Bacall em 1997? A disputa é apertada, mas Portman tem o papel que mais chama a atenção, e o fato de que ganhou o prêmio do sindicato dos atores (SAG) lhe garantirá o Oscar.

DIRETOR - David Fincher, A Rede Social

Ele perdeu no sindicato de diretores (DGA), mas é nossa aposta no Oscar. Por que? O DGA tem um contingente enorme de diretores de televisão; eles respeitaram a habilidade demonstrada por Tom Hooper em Discurso do Rei, mas a maestria visual de Fincher é mais importante para a Academia. Um mau sinal para Hooper: mesmo o Bafta optou por Fincher, em detrimento de seu rival britânico.

ATOR COADJUVANTE - Christian Bale, O Vencedor

Faça um papel que o deixa feio, um papel de época e no qual você fala com sotaque. Bale faz as três coisas em O Vencedor. Some-se a isso o fato de que ele já levou para casa quase todos os outros prêmios, com a exceção do Bafta, e ele se torna uma aposta certeira. Geoffrey Rush, de Discurso, venceu em 1997 por um papel principal mais memorável em Shine", mas isso o prejudicará, já que a Academia raramente presenteia atores com um segundo Oscar.

ATRIZ COADJUVANTE - Melissa Leo, O Vencedor

Os bizarros anúncios autofinanciados de Leo que a mostravam trajando casaco de peles ao lado de uma piscina acabaram por prejudicá-la? Talvez, mas também foram comoventes. Ela talvez divida votos com sua colega de O Vencedor Amy Adams, e uma vitória abrangente de "Discurso do Rei" pode beneficiar Helena Bonham Carter, mas Leo ainda é a favorita nesta categoria.

ROTEIRO ADAPTADO - Aaron Sorkin, A Rede Social

Quem mais tem alguma chance? Quando Sorkin ganhou o prêmio do sindicato dos roteiristas, ficou claro que não havia lugar para mais ninguém. As objeções segundo as quais todos seus personagens no filme soam iguais encolhem e desaparecem quando comparadas ao fato de que ele converteu uma história de negócios envolvendo um nerd em um psicodrama tremendamente interessante.

ROTEIRO ORIGINAL - David Seidler, O Discurso do Rei

A Origem levou o prêmio do sindicato dos roteiristas (WGA), mas Seidler não podia candidatar-se a esse prêmio. Há quem pense que Christopher Nolan levará o prêmio de consolação, depois de não ganhar uma indicação como diretor, mas essa aposta é equivocada: "Discurso do Rei" é virtualmente uma certeza nessa categoria, auxiliado pelos eleitores mais velhos que se identificam com a idade de Seidler, 73, e sua ótima história pessoal passada: como seu herói, o roteirista era gago na juventude.

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