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O começo do fim para 'Crepúsculo'

Primeira parte do último episódio da saga estreia sexta-feira e movimenta mercado de exibição

Flavia Guerra - O Estado de S.Paulo,

16 de novembro de 2011 | 21h30

LOS ANGELES - A saga finalmente termina. Depois de Crepúsculo, Lua Nova e Eclipse, não só a franchising (ou ‘série’, como Robert Pattinson gosta de chamar) chega a seu Amanhecer como também os adolescentes mais sedutores dos últimos anos chegam a seu despertar para a vida adulta.

 

Aviso aos maiores de 20 anos (cronológica e mentalmente): Crepúsculo é fenômeno dos mais simbólicos dos últimos anos. Os livros que deram origem à série venderam mais de 120 milhões de cópias, em 37 idiomas de dezenas de países e transformaram sua autora, a norte-americana Stephenie Meyer, na 49ª pessoa mais influente do mundo segundo a Forbes.

 

Por que uma saga romântica e nada lasciva (como costumam ser as tramas vampirescas) sobre uma garota virgem que se apaixona por um vampiro adolescente (para sempre), que se recusa a transar com ela antes de casar (coisa mais século 19) e praticamente vegan (só bebe sangue ‘limpinho’ de animais) se tornou fenômeno quase sobrenatural dos cinemas?

 

Boa pergunta. Não há como comparar séries como Harry Potter ou Senhor dos Anéis à Saga Crepúsculo. Mais que a jornada do herói (neste caso, um herói púbere) em busca de seu destino, no ‘épico em capítulos’ escrito por Stephenie, a jornada de Bella (Kristen Stewart), Jacob Black (Taylor Lautner) e Edward (Robert Pattinson) é também sobre como descobrir e lidar com seus desejos, instintos, desafios, medos e, claro, a descoberta do amor.

 

 

Ora, já não há milhares de histórias escritas sobre isso no mundo? "Claro que há, mas o fato é que nos dias de hoje, quando o romantismo parece ter morrido, Ed é o símbolo do homem romântico que, no fundo, a gente adora", explicou, e pulou, uma animada fã que fazia plantão em frente ao hotel Four Seasons em Los Angeles onde a trupe do filme se hospedava durante o lançamento mundial do filme, no início do mês.

 

O filme que estreia amanhã é o primeiro capítulo do fim. Dividido em dois episódios, Amanhecer traz a parte 1 quase como um "filme família", como bem definiu o diretor Bill Condon ao Estado. "Não foi por acaso que me chamaram. E também não foi por acaso que filmamos cenas no Brasil. O País está no livro, mas, ao mesmo tempo, é um do lugares mais improváveis para se pensar em vampiros em lua de mel. E é lá, em um país tão famoso por sua espontaneidade, que Ed e Bella finalmente puderam ser quem eles sempre quiseram ser."

 

ENTREVISTAS

 

ROBERT PATTINSON, ATOR

 

Como se sente com o amor incondicional dos fãs?

 

Não é incondicional. Os fãs decidem do que gostam. Se falho em dar o que querem, não gostam mais. São essas as condições.

 

Preocupa-se em mantê-las?

 

Sim, mas só nas coisas óbvias. Muitos me perguntam se é difícil lidar com os fãs, mas os fãs são fáceis. Há tanta gente que não gosta de mim só porque sou famoso. Quando dizem ‘gosto de você’, tudo que tenho a dizer é: Legal!

 

Quer fazer algo prático com a fama?

 

Muitas coisas. Mas quero mesmo é fazer algo com educação. Nos EUA e no Reino Unido, onde cresci. Algo como o Teachers for America, que estimula jovens professores apaixonados por ensinar. Educar é revolucionário.

 

Como foi filmar no Brasil?

 

Foi incrível! Nunca tinha ido à América do Sul e foi como imaginava. Vibrante! Só filmamos no Rio por um dia. Havia uma energia louca. Tão louca quanto o esquema de segurança. Foi uma experiência intensa. E depois, quando a gente foi para Paraty, um dos lugares mais lindos em que já estive, foi o oposto. Eu quero ficar na casa em que a gente filmou. É maravilhosa. Quero voltar e ficar na mesma casa.

 

KRISTEN STEWART, ATRIZ

 

Este, ao contrário dos outros filmes, tem muito mais cenas de família que de ação. Como foi filmar um "drama"?

 

Foi desafiador, claro. Foi a primeira vez que eu de fato ‘deixei ir’ em vez de pensar tanto sobre o que eu fazia. Eu passei a pensar nas coisas que aconteciam comigo. Lidar com a maternidade é isso: aprender a lidar com o imponderável.

 

Bill Condon disse que você é uma grande atriz e que será ainda melhor quando aprender a relaxar for mais segura.

 

Pois é. Faz sentido. Sempre fui muito preocupada com meu trabalho no set. Ele me fez sentir muito confortável, ajudou muito na construção dos dramas íntimos da Bella. Ao contrário dos filmes anteriores, quando cheguei a me arrepender por coisas que queria ter feito, desta vez sabia que tudo que fizesse, ou não, dependia de mim.

 

E como foi a cena em que você teve de beber sangue?

 

Foi engraçado, claro. Era só xarope de milho, mas era tão ruim quanto sangue. Mais assustador foi a gravidez e o parto! Foi quase messiânico. Não só pelo medo do que "ia sair", mas pela morte. Foi uma jornada íntima e dura. Mas valeu a pena.

 

BILL CONDON, DIRETOR

 

Como foi ser o novato em um projeto que já tinha anos?

 

Foi difícil, mas enriquecedor. Estudei muito antes de entrar no set. Ensaiei muito com os atores também. Até porque era uma primeira parte intimista de um grande filme cuja segunda parte tem muita ação. Então, ensaiar e ficar íntimo deles ajudou muito a ter confiança.

 

Houve muita pressão dos fãs?

 

Sim. Ouvi várias vezes: ‘Por favor, não estrague a cena do parto’. Como quase todo o filme, decidimos que contaríamos a cena do ponto de vista de Bella, que só poderíamos ver e ouvir o que ela pudesse ver e ouvir. O que a gente não pode ver é o que torna a cena poderosa.

 

Kristin parece ser tão forte e determinada quanto Bella.

Exato. Ela sempre acha que pode melhorar. Neste filme, ela passa de uma garota a uma mulher. E isso a afeta como atriz também. No segundo filme, ela se torna uma vampira e guerreira poderosa. E, como ela mesma brincou, "se vou fazer um filme de super herói, eu vou ser o herói e não a namorada do herói". Ela é o símbolo da nova geração.

 

E Pattinson?

 

Já é um ator maduro. É certo que seus próximos papéis mostrarão quem realmente é.

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