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O clássico '... E o Vento Levou' completa 75 anos nesta segunda

Filme é um dos mais rentáveis da história do cinema

Fernando Mexía, EFE

15 Dezembro 2014 | 12h03

LOS ANGELES - O clássico ... E o Vento Levou completa hoje 75 anos desde sua estreia no dia 15 de dezembro de 1939, em Atlanta, na Geórgia. Aliás, o Brasil foi o primeiro país, além dos EUA, onde o filme estreou: foi no dia 1º de janeiro de 1940. Sua estreia foi um marco para o cinema, como uma das produções mais ambiciosas de Hollywood. 

Hoje, o filme faz parte da cultura popular, com frases icônicas que repetem, inclusive, quem nunca ficou sentado durante quase quatro horas para ver a história de amor impossível entre Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable) durante a Guerra da Secessão dos EUA. "Com Deus por testemunha, eu nunca sentirei fome novamente"; "Francamente, querida, eu não dou a mínima" e "Por pior que seja à noite, amanhã é outro dia" são algumas das frases da adaptação do romance de Margaret Mitchell - ganhadora do Prêmio Pulitzer, em 1937.

Sidney Howard foi o responsável por adaptar a obra de Mitchell para o cinema e recebeu o Oscar por este trabalho. A produção também ganhou outras nove premiações (incluindo a de Melhor Filme) pela academia norte-americana, que ficou muito impressionada com as técnicas de filmagem - especialmente pelo uso do Technicolor. Pelas atuações, as atrizes Hattie McDaniel, a estranha personagem Mammy, e a protagonista Vivien Leigh, conseguiram os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Já Gable perdeu a estatueta de Melhor Ator pela interpretação de Robert Donat em Adeus, Mr. Chips.

Vivien Leigh, que não se simpatizou muito com Gable nas filmagens, ganhou o papel após passar por testes durante dois anos, disputando o papel com outras 1.400 atrizes. Já Gable foi uma alternativa a Gary Cooper, que preferiu não participar do filme por acreditar que seria um fiasco.

O produtor David O'Selznick teve um orçamento de US$ 3,9 milhões (o equivalente a US$ 66,7 milhões de dólares em valores atuais) para o filme, uma fortuna para Hollywood naquela época, que só tinha gasto mais em Ben-Hur (1925) e Anjos do Inferno (1930). Foram contratados 50 atores e 2.400 figurantes. O’Selznick, no entanto, teve problemas com os diretores. Vários passaram pelo cargo, até que finalmente Victor Fleming assumiu o projeto.

Para o lançamento, O’Selznick orquestrou uma campanha que chegou a fazer com o governador do Estado da Geórgia declarar feriado no dia 15 de dezembro. Estima-se que um milhão de pessoas se deslocaram até o Loew’s Grand Theater para ver o elenco na première. Pelo mundo, ... E o Vento Levou arrecadou mais de US$ 400 milhões nas bilheterias, uma quantia inimaginável para a época. Ainda hoje, ajustada à inflação, é um dos filmes mais rentáveis da história do cinema, a frente de Star Wars (1977) e A Noviça Rebelde (1965).

Atualmente, o Museu Road to Tara, em Jonesboro, na Geórgia, se encarrega de manter vivo o legado do filme, que também faz visitas guiadas a locais narrados pela história e exibições especiais do longa. Para comemorar a data, a Warner Brothers, que detém os direitos do filme, lançou uma edição especial e limitada no formato blu-ray. Também foram publicados este ano três livros sobre a obra de Mitchell.

 

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