RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
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O cineasta Hermano Penna se lança ao documentário em 'Zé de Julião'

Diretor retoma em ‘Zé de Julião – Muito Além do Cangaço’ o personagem que chamou de Zé Olímpio na ficção ‘Aos Ventos Que Virão’

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

02 Outubro 2016 | 20h03

Hermano Penna deve sua fama basicamente a Sargento Getúlio, que adaptou de João Ubaldo Ribeiro, com Lima Duarte. Depois disso, e sempre com grande distância entre eles, somou outros títulos ao currículo, até Aos Ventos Que Virão, de 2012. Uma obra honesta, comprometida, mas que nunca mais obteve ressonância, fora um ou outro prêmio em festival.

Eis que o ficcionista propõe agora o documentário Zé de Julião – Muito Além do Cangaço. O filme retoma o personagem que Rui Ricardo Diaz, o Lula de Fábio Barreto, interpretou em Aos Ventos Que Virão. Num texto na internet, o diretor explica que uma pesquisa sobre a mulher no cangaço, para o Globo Repórter, nos anos 1970, levou-o a Poço Redondo, interior do Sergipe, onde foi tomado pelo personagem José Francisco do Nascimento, ou Zé de Julião. Na ficção, era Zé Olímpio. Sertanejo, filho de dono de terra, cangaceiro, candango em Brasília, político.

Como diz Penna, a história de Zé de Julião engloba dois mitos brasileiros do século 20 – o cangaço e Brasília. Em Aos Ventos Que Virão, ele contou a história de Zé. No documentário, deixa que outros dêem seu testemunho, e contem. São duas visões, ricas e complementares.

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