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O Chile de Pinochet chega ao Festival de Veneza com ataques a travestis

Filme 'Tengo Miedo Torero', de Rodrigo Sepúlveda, conta a história de uma travesti envolvida no atentado contra o ditador, em 1986

EFE, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 12h39

Embora o diretor chileno Rodrigo Sepúlveda não tenha podido viajar a Veneza devido à pandemia, seu filme Tengo Miedo Torero ganhou a mostra nesta sexta-feira, 4, com a incrível história de uma travesti envolvida no atentado contra o ditador Augusto Pinochet em 1986.

O filme, baseado no romance do escritor, cronista e artista visual chileno Pedro Lemebel, concorre com outros 9 filmes da seção paralela e independente Le Giornate degli Autori, entre os mais inovadores do festival veneziano

Em uma sala quase vazia devido às rígidas medidas de segurança adotadas pela pandemia, que impunham a redução do público, a obrigatoriedade do uso continuado da máscara e a possibilidade de ser rastreado através do aparelho de reserva da posição, o filme foi lançado em todo o mundo.

Uma estreia particular, muito simbólica, porque os organizadores da Conferência estão determinados a contribuir com a edição 2020 para a reativação do cinema mundial após a crise provocada por meses de reclusão.

O versátil ator chileno Alfredo Castro, no papel de Loca del Frente, mais uma vez se mede com uma interpretação complexa, a de uma pobre travesti, após ter começado a elogiar em 2005 com o filme venezuelano Daí, de Lorenzo Vigas, vencedor do Leão de Ouro. “A única certeza que tinha era que 'La Loca del Frente' tinha que ser ele, Alfredo Castro, pela idade, maturidade, carreira e porque Lemebel se juntou a ele e ordenou que fosse 'La Loca '", disse o diretor em conversa com uma emissora de seu país.

 

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