"O Castelo Animado" leva visual dos sonhos às telas

Depois de fazer sucesso com A Viagem de Chihiro, o mestre da animação japonês Hayao Miyazaki, premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim e com um Oscar, volta hoje aos cinemas brasileiros com O Castelo Animado. Trata-se de uma leitura livre de Howl´s Moving Castle, da inglesa Diana Wynne Jones. Quem gostou de Chihiro tem tudo para gostar, talvez ainda mais, deste Castelo. De novo, temos a visão de mundo do diretor posta na tela: uma profusão de cores e desenhos sofisticados, a serviço de uma imaginação onírica, que beira o delirante. O fio de história que pode ser colocado em forma narrativa é digno de um conto infantil: a personagem Sophie, de 18, anos, é enfeitiçada e transforma-se numa anciã de 90 e tantos anos. Para desfazer o encanto precisa encontrar um certo príncipe no interior de um certo castelo - o do título. Essa história é apenas um detalhe no filme. Interessa, nele, é curtir como se fazem as relações associativas entre as partes da história. E constatar que a dinâmica do sonho parece animar a imaginação desse artista-artesão tanto quanto uma grande competência como cineasta.

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