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'O Besouro Verde' atualiza seriado que tinha Bruce Lee

Filme chega adaptado às telonas com versão IMAX e 3D, adaptado pelo francês Michel Gondry

Reuters

17 de fevereiro de 2011 | 08h23

Quando foi lançado nos anos 1960, o seriado de TV O Besouro Verde não fez o mesmo sucesso de Batman - que seguia uma linha de ação muito parecida. Mesmo assim, virou cult depois que Bruce Lee, o coprotagonista, estourou nas telas com seus filmes de lutas marciais. Hoje, a série virou pretexto para lembrar o astro de A Fúria do Dragão, morto aos 32 anos, em 1973.

O personagem, que começou como parte de um programa radiofônico nos anos 1940, seguindo a trilha de O Sombra - chega agora às telas de cinema, inclusive nas versões 3D e IMAX, adaptado pelo francês Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças), mas transformado numa espécie de videoclipe com os ingredientes que sempre caem no gosto dos adolescentes: carros fantásticos, acidentes, piadas infames e lutas marciais.

Dificilmente este novo O Besouro Verde se tornará um sucesso, mesmo com a boa atuação de Jay Chou, o ator taiwanês que atualiza Kato, o personagem de Bruce Lee, parceiro do Besouro Verde e inventor de todas as engenhocas que transformam o carro da dupla, um Chrysler Imperial, numa espécie de batmóvel, munido com as mais incríveis armas para combater o crime.

O filme repete o seriado, mas a exagerada e irritante atuação de Seth Rogen (como o playboy Britt Reid, identidade secreta do Besouro Verde) é o seu ponto frágil. Como definiu um crítico português, ele transformou o personagem numa espécie de Batman imaturo. Felizmente, Chou rouba a cena e praticamente conduz a ação.

Britt é filho de um milionário, dono de um jornal influente, que morre ao ser picado por uma abelha. Boêmio e mulherengo, o herdeiro sempre sai nas colunas sociais por causa de seu comportamento escandaloso (inclusive no jornal do pai). A morte do velho parece colocar Britt nos trilhos, incentivando-o a dirigir os negócios.

A grande virada acontece quando ele conhece Kato, motorista do empresário e inventor brilhante, seja para desenvolver uma máquina de café ou para transformar um automóvel num tanque de guerra.

A ideia de combater o crime surge inesperadamente, quando Britt e Kato salvam um casal em apuros com um grupo de assaltantes. É quando o motorista mostra todas as suas habilidades marciais e surpreende o novo patrão.

Mesmo sem os atributos de Kato, Britt propõe que juntem seus talentos (só que ele não tem nenhum!) para combater a criminalidade.

A dupla recebe a importante ajuda de Lenore Case (Cameron Diaz, de Encontro Explosivo), uma criminóloga que Britt contrata para assessorá-lo no jornal. Só que ela desconhece a identidade dos novos herois. Sem saber, ela fornece as informações necessárias para o Besouro armar sua estratégia.

Ao "limpar" as ruas da cidade, o Besouro cruzará o caminho de Chudnofsky (Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios), um mafioso que controla negócios ilegais e mantém laços com políticos corruptos. O chefão atrai a dupla para uma armadilha, que se transformará numa rocambolesca perseguição de carros e deixará um rastro de destruição.

O filme liderou as bilheterias norte-americanas na semana de seu lançamento, com a arrecadação de 33,5 milhões de dólares, mas ainda não se pagou. Com um orçamento estimado em US$ 120 milhões, faturou US$ 87 milhões até a semana passada. O caixa do Besouro está ainda vazio para permitir novos voos.  (Por Luiz Vita, do Cineweb)

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