Novo 'Missão: Impossível' e 'A Dama Dourada' são destaques do cinema nesta semana

Crítico do Caderno 2 comenta os filmes que entram em cartaz nesta quinta-feira, 13

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

13 Agosto 2015 | 16h31

Na Próxima, Acerto no Coração, de Cédric Anger

Guillaume Canet faz policial que mata mulheres em série. Conseguirá conter sua pulsão assassina? Ele integra a brigada que investiga os crimes. E a próxima vítima poderá ser a doméstica que trabalha em sua casa (e o ama), Ana Girardot. Um thriller complexo e absorvente e uma bela atuação de Canet, o sr. Marion Cotillard.

A Dama Dourada, de Simon Curtis

A dama dourada do título é um quadro famoso de Gustave Klimt de que os nazistas se apoderaram durante a 2.ª Grande Guerra e que Helen Mirren tenta agora recuperar, brigando na Justiça dos EUA contra o governo austríaco para recuperar o retrato de sua tia. Ryan Reynolds faz o advogado que assume o caso. Como revisão histórica dos crimes do nazismo contra a arte, como drama de tribunal – em nenhuma vertente, o filme se destaca especialmente, mas ainda não será a estreia da semana a decepcionar os fãs da grande Helen Mirren.

Sobre Amigos, Amor e Vinho, de Eric Lavaine

Nos últimos ambos, na ficção e no documentário, diretores como Jonathan Nossiter (Mondovino), Ridley Scott (O Bom Ano) e Alexander Payne (Sideways – Entre Umas e Outras) usaram o vinho para fazer filmes que são metáforas da vida. Lavaine entra na tendência e não se pode dizer que se tenha saído muito bem. Apesar da vida regrada, Lambert Wilson sofre um infarto e resolve mudar de vida. Os amigos o acompanham numa viagem por uma região vinícola. Tudo é meio raso, apesar do empenho dos atores – Wilson, ícone do falecido Alain Resnais e mestre de cerimônias do Festival de Cannes, e Florence Foresti, como a amiga. O título original não poderia ser mais diverso. Barbecue, ou seja, churrasco.

Las Insoladas, de Gustavo Taretto

O diretor argentino de Medianeras volta com outro filme em que a arquitetura de Buenos Aires é coprotagonista com os atores. Nos anos 1990, num momento de euforia da Argentina pós-governos militares – o presidente Carlos Menem havia instituído a paridade entre o dólar e o peso -, seis mulheres tomam banho de sol no alto de um edifício. São loucas por salsa, o ritmo caribenho, e sonham viajar a Cuba. Estudo de personagens ou painel histórico? O boom econômico é artificial e não se sustenta, as protagonista vão sentir isso na pele bronzeada. O diretor expandiu seu curta de 2002. Embora não seja ruim, deveria ter permanecido ‘corto’. Medianeras é melhor.

Império Proibido, de Oleg Stepchenko

Cartógrafo inglês se aventura numa viagem para mapear terras desconhecidas da Transilvânia no século 18. Descobre mistérios e tradições fantásticas e enfrenta perigos reais. Os efeitos, que deveriam ser fundamentais, não ajudam. Nem o elenco – Jason Flemyng, Andrei Smolyakov, Aleksey Chakov.

Obra, de Gregório Graziosi

Outro filme, mais até que o argentino. em que a arquitetura é personagem. Irandhyr Santos é o arquiteto que vive fora de eixo, e sofre de uma hérnia dolorosíssima, por conta de esqueletos no cateiros de obras da empreiteira familiar. Júlio Andrade é o mestre de obras que, como antagonista, vai forçá-lo a escavar na consciência para ser, quem sabe, um homem (um pai) melhor. Desde logo, um dos grandes filmes brasileiros do ano. E o mais rigoroso, com um visual que remete às obras-primas em preto e branco de Michelangelo Antonioni.

Missão: Impossível – Nação Secreta, de Christopher McQuarrie

No quinto filme da série, Ethan Hunt/Tom Cruise e seus amigos tentam salvar o IMF, ameaçado de implosão por um sindicato secreto (do crime?). Todos os filmes da série têm sido muito bons. Não há de ser esse a decepcionar os fãs de ação.

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