Novo filme de Uribe não satisfaz San Sebastián

Ter ganhado duas vezes a Concha de Ouro no Festival de Cinema de San Sebastián não foi o suficiente para que o diretor Imanol Uribe repetisse o sucesso, na atual edição do festival, que começou último dia 21. Seu último filme, Plenilunio, foi execrado na sua projeção hoje a noite.Plenilunio, uma adaptação do romance homônimo do escritor espanhol Antonio Munhoz Molina, trata de um assunto bastante polêmico e delicado: abuso sexual de menores. Conta a história de uma menina, que é assassinada em uma cidade do interior espanhol. Esta morte acaba por atingir os diferentes personagens que passam pela tela. Os atores por trás desses personagens são o que há de melhor no filme: um inspetor da polícia, espetacularmente encarnado pelo argentino Miguel Angel Mola; a professora da menina, interpretada pela espanhola Adriana Ozores; e o próprio assassino, interpretado pela grande nova revelação do cinema espanhol, Juan Diego Botto.Em 1994, Uribe ganhou a Concha de Ouro por Dias Contados, uma dramática história de amor sobre um membro do grupo separatista ETA e uma viciada, que lançou o ator Javier Bardem, recente ganhador em Veneza por sua interpretação em Before Night Falls. Em 1996, Uribe também foi premiado por Bwana, um alarde sobre as dificuldades da imigração, mas que também havia sido bastante criticado pela imprensa especializada.No próximo sábado acontecerá a noite de encerramento do festival, com a divulgação dos premiados.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2000 | 20h45

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.